Acre participa de encontro sobre conservação dos Biomas Amazônicos

Em 2016, o Acre também sediou uma edição do encontro (Foto: Angela Peres/Secom)

Delegados institucionais dos departamentos (estados) de Madre de Díos (Peru), de Pando (Bolívia) e do Acre participam de um encontro de Integração das Áreas Protegidas do Bioma Amazônico, promovido pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

A atividade começou na quarta, 20, e se estende até esta quinta-feira, 21. O encontro é realizado na cidade de Cobija, capital de Pando, na fronteira com as cidades acreanas de Brasileia e Epitaciolândia.

A iniciativa é fruto de um projeto financiado pela União Europeia e pretende criar uma rede de trabalho em torno dos sistemas de áreas protegidas da região, que ultrapassa fronteiras internacionais.

“Nós temos o desafio de produzir gerando o menor impacto possível à natureza. Precisamos discutir mecanismos que nos permitam conservar essas áreas e que ao mesmo tempo nos permitam explorar seus recursos”, disse Edegard de Deus, secretário de Estado de Meio Ambiente.

O Estado desenvolve uma política de produção com base na sustentabilidade (Foto: Arison Jardim/Secom)

Integração na tríplice fronteira

O projeto integração de áreas protegidas do Bioma Amazônia engloba os países de fronteira, Brasil, Bolívia e Peru. Inclui as áreas protegidas da Reserva Nacional de Vida Silvestre Amazônica Manuripi, Parque Estadual Chandless, Reserva Extrativista Cazumbá Iracema, Parque Nacional Alto Purus e Reserva Comunal Purus.

“O governo tem focado na integração entre o Parque Estadual Chandless e a Reserva Extrativista Cazumbá Iracema. Estamos ampliando para as unidades de conservação e áreas protegidas da Bolívia, Brasil e Peru”, disse Cristina Lacerda, do departamento de áreas protegidas e biodiversidade da Secretaria de Meio Ambiente do Acre (Sema).

Essas paisagens são prioritárias porque reúnem uma grande diversidade de ecossistemas e espécies da Amazônia. Esses territórios oferecem oportunidades e benefícios para suas comunidades economias locais, por meio do aproveitamento sustentável dos produtos não madeireiros e da sociobiodiversidade.

Os países envolvidos buscam reconhecer a contribuição das áreas protegidas para o bem-estar e o desenvolvimento das populações residentes nessas regiões.

“A iniciativa contribui para a resiliência do bioma e a integridade dos bosques, essenciais para a manutenção do carbono, produção hídrica, serviços e ecossistemas vitais para as comunidades locais e humanidade”, lembrou Cristina Lacerda.

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