Economia

Comitê alemão avalia positivamente ações do Programa REDD no Acre

Eduardo Gomes
19.07.2017 9:12

Christiane pontuou os avanços do programa no Acre (Foto: Angela Peres/Secom)

“Estamos muito animados em poder usar essas lições tão ricas do Acre na fase I para a construção da fase II e já estamos aproveitando muito dessas lições para construir o programa com outros estados”. Foi com essas palavras que Christiane Ehringhaus, representante do Banco Alemão de Desenvolvimento KfW, encerrou o Seminário de Avaliação de Resultados do Programa REDD no Acre, na terça-feira, 18.

A iniciativa desenvolvida por meio de uma parceria entre a instituição europeia e o governo do Estado, por meio do Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação de Serviços Ambientais (IMC), premia ações que tenham alcançado resultados positivos na diminuição do desmatamento.

No Acre, o programa REDD está em curso desde 2012 e já investiu 25 milhões de euros em ações concretas de preservação dos recursos naturais e geração de renda para comunidades extrativistas e indígenas.

“Estamos saindo daqui com uma boa avaliação dos resultados. É a união de todos esses povos e lideranças que nos permitem apresentar esses avanços na área ambiental. Nós temos uma causa, que é ver a construção de um Acre melhor e mais sustentável”, disse Magaly Medeiros, diretora-presidente do IMC.

Exemplo

O modelo de desenvolvimento sustentável implantado aqui se tornou referência para outros estados brasileiros e nações no mundo. Mato Grosso, por exemplo, já se prepara para iniciar a primeira etapa do REDD, a partir do modelo acreano.

A Colômbia é mais um, entre os países da América Latina, a pleitear recursos junto ao KfW para execução do programa. “O Acre é a vitrine para as primeiras experiências de REDD. A intenção do Programa REM não é substituir as ações que já estão em curso, mas auxiliar nas políticas públicas de meio ambiente”, lembrou a representante do KfW, Christine Ehringhaus.

O secretário de Meio Ambiente do Acre, Edegard de Deus, destacou o trabalho feito pelos governos desde 1999 e que possibilitaram esses avanços em desenvolvimento e valorização da floresta.

“A marca dos últimos governos tem sido a inclusão dos esquecidos: os índios, seringueiros ribeirinhos e assentados. Nós sempre lutamos pela inclusão de todos, desde que integrem as bases da sustentabilidade. Os recursos do REM KfW nos permitiram integrar e avançar”, disse.

Resultados obtidos a partir da parceria foram apresentados durante seminário (Foto: Gleilson Miranda/Secom)

CDSA

A Companhia de Desenvolvimento de Serviços Ambientais (CDSA) é responsável pela gestão desses recursos e pelo monitoramento dos projetos em curso. O programa de cooperação quer estimular o desenvolvimento das populações que habitam as florestas, gerando benefícios para a proteção do clima e da biodiversidade.

A premiação pelos resultados se dá quando os pioneiros conseguem reduzir os números da degradação ambiental, na comparação com anos anteriores.

“Os resultados estão aqui, em números, e eles demonstram a determinação das lideranças de todo o estado. Seja nos territórios de floresta, seja nos territórios abertos, elas estão integradas na perspectiva de gerar um Acre sustentável para o hoje e o amanhã”, afirmou Dande Tavares, diretor-presidente da CDSA.

Bancada Acreana

Parlamentares participaram do encerramento do encontro (Foto: Angela Peres/Secom)

Os deputados e senadores acreanos têm papel estratégico nas ações de controle do desmatamento e incentivo dos serviços ambientais.

Em sua fala o deputado federal Leo de Brito lembrou a luta do governo para a criação do Sistema de Incentivos a Serviços Ambientais (Sisa), que possibilita a construção de um mundo mais sustentável.

“Nós estamos nos colocando à disposição das instituições que militam na causa ambiental para que possamos contribuir nesse processo e fortalecer as iniciativas. Queremos ver essas experiências replicadas, para que possamos construir um mundo mais sustentável”, disse.

Presente ao seminário, o senador Jorge Viana, presidente da Comissão Mista de Mudanças Climáticas do Congresso Nacional, classificou como absolutamente necessário o debate sobre a economia de baixo carbono.

“Esse é um tema do presente e do futuro. O Acre está dando passos à frente, principalmente quando o governo institui o Sistema de Incentivos aos Serviços Ambientais, que está sendo aperfeiçoado a cada experiência”, afirmou.

Mais notícias