Economia

Comitê do Plano Acreano para a Cultura Exportadora discute metas para 2018

Marcelo Torres
06.12.2017 16:00

Na manhã desta quarta-feira, 6, o Comitê do Plano Acreano para a Cultura Exportadora (PNCE) realizou uma reunião extraordinária, no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac) para avaliação das ações realizadas em 2017, além de traçar novos planos de atuação para o próximo ano.

Presidente da Fieac, José Adriano Ribeiro: em 2017, o comitê buscou estreitar os laços com autoridades e empresários dos países andinos (Foto: Diego Gurgel/Secom)

Composto por representantes de diferentes instituições e entidades, o Plano Acreano para a Cultura Exportadora tem o objetivo de aumentar o número de empresas que operam no comércio exterior, além de promover o crescimento das exportações.

Em 2017, o Comitê buscou estreitar os laços com autoridades e empresários dos países andinos, além de elaborar um diagnóstico que retrata a atual situação de toda a infraestrutura logística, bem como os desafios a serem superados para impulsionar o comércio exterior no Acre.

“Nos últimos três anos tivemos uma oscilação muito grande no comércio exterior, porém em 2016 e 2017 tivemos uma grata surpresa, com a movimentação de exportação e importação superando as nossas expectativas, mas isso ocorreu graças às boas relações com o comércio com países andinos”, declarou o presidente da Fieac, José Adriano Ribeiro.

Para o representante do Ministério do Comércio Exterior do Peru, Victor Hugo Rondón, este ano foi superado pelas exportações de produtos peruanos ao estado do Acre em 20%. Além disso, os produtos acreanos exportados ao país vizinho aumentaram 12%, em comparação ao ano de 2016.

“Posso garantir que esse comércio está em vias de um grande desenvolvimento para os próximos anos, com o Acre exportando carne suína para o Peru, e nós trabalhando com uma nova tendência, que é a exportação de materiais de construção e alimentos para o Acre”, declarou Hugo Rondón.

Novas perspectivas de negócios

O presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Alimentares do Acre, José Luiz Assis Felício, o setor de alimentos é de suma importância para o país, pois ele vem resistindo à crise econômica que o país atravessa, sendo o setor que mais investe.

“No Acre o governo aposta na suinocultura e agricultura, como forma de abrir nossa cadeia produtiva de proteínas animal e vegetal, haja vista que as negociações com os mercados andinos é uma saída para o mercado acreano, considerando a disputa de mercado com os estados do Sul e Sudeste do Brasil”, revelou José Luiz.

Segundo o assessor de Assuntos Econômicos da Fecomércio, Alex Barros, o Acre é um potencial mercado para exportar as carnes suína e bovina, mas barreiras alfandegárias têm que ser quebradas.

“É possível que agora com o plano de exportação possamos elevar o Acre nas estatísticas de exportação do mercado brasileiro, pois o Estado deixará de ser corredor de produtos exportados para passar a ser o protagonista na exportação de produtos”, completou Alex Barros.

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