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Cultura

Comitê reúne parceiros para traçar estratégias da Semana Chico Mendes

Sabrina Nascimento
11.05.2018 9:01
Atualizado 12.05.2018 às 9:23

Em dezembro faz 30 anos que Chico Mendes – líder seringueiro e ambientalista acreano – foi assassinado. Em memória ao seu legado o comitê Chico Mendes realiza uma semana de atividades. Nesta quinta-feira, 10, a instituição reuniu parceiros na filmoteca da floresta para planejar o evento.

A reunião agregou diversas instituições públicas e sociedade civil organizada (Foto: Sabrina Nascimento/Secom)

Com o tema “Chico Vive 30+” a semana faz uma retrospectiva dos acontecimentos das ultimas três décadas, visando fortalecer o conceito de florestania e ideias defendidos por Chico, a fim de conscientizar a população, em especial os jovens.

“A proposta é construir uma agenda juntos ao longo do ano, fazendo o que a gente sempre fez: divulgar os ideias do Chico e mais do que isso, tentar criar uma nova consciência, principalmente, entre os jovens”, destacou a coordenadora do Comitê Chico Mendes, Angela Mendes.

A reunião agregou diversas instituições, públicas e sociedade civil organizada, que juntas elaboraram o primeiro cronograma de atividades do ano. Tendo como público prioritário a juventude, a Semana Chico Mendes conta com o apoio da Academia Juvenil Acreana de Letras (Ajal) e do Comitê Juvenil Chico Mendes.

Sobre Chico Mendes

Chico Mendes liderou o maior movimento sócio ambiental da Amazônia pela preservação da floresta (Foto: Arquivo)

Natural de Xapuri, Acre, Chico Mendes ficou conhecido mundialmente por sua luta em defesa das populações da floresta e por acreditar numa produção sustentável, que reconhecia o potencial econômico florestal.

Defendeu acesso à educação para os extrativistas, bandeira que resultou na iniciativa educacional Projeto Seringueiro. Criou o conceito de reserva extrativista, que serve até hoje serve como modelo de inúmeras unidades de conservação.

Nascido em dezembro 1944, Chico começou o ofício de seringueiro ainda criança, acompanhando o pai em incursões na mata. Foi alfabetizado aos 19 anos, já que nos seringais não existiam escolas. Em 22 de dezembro de 1988, após completar 44 anos, foi assassinado em casa.

Para Ângela Mendes, o ambientalista acreano representa a resistência de ideais de igualdade e sustentabilidade. “Ele é uma referencia de que se pode lutar conversando, dialogando e construindo parcerias. Pois sozinhos não avançamos e juntos conquistamos ideais”.

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