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Saúde

Convênio entre Sesacre e Apae garante melhor assistência a crianças com microcefalia

Lane Valle
10.02.2018 14:00
Atualizado 10.02.2018 às 18:30

Apae se prepara para retomar as atividades logo após o carnaval (Foto: Júnior Aguiar)

Como forma de ampliar e garantir melhor assistência a crianças com microcefalia que são atendidas na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) do Acre, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), por meio do Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas e da Divisão da Pessoa com Deficiência, firmou convênio com a entidade por meio da portaria interministerial nº 406, publicada em março de 2016.

A portaria do Ministério da Saúde institui, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Sistema Único de Assistência Social, a Estratégia de Ação Rápida para o Fortalecimento da Atenção à Saúde e da Proteção Social de Crianças com Microcefalia, com o envio de recursos financeiros aos estados para reforçar a rede de cuidados às crianças cuja doença está associada à infecção pelo zika vírus.

“Desde a publicação da portaria, o departamento iniciou algumas ações para atender essas crianças com microcefalia. Viemos para a Apae por ser um ponto de atenção da rede de cuidados com a pessoa com deficiência e pensamos em algumas estratégias. Daí surgiu o convênio com a Sesacre, que por meio de repasses oriundos da portaria está sendo possível ampliar e fortalecer o trabalho que já vinha sendo realizado com as crianças na Apae”, destaca a gerente da Divisão da Pessoa com Deficiência, Sneyla Santos.

A presidente da Apae, Cecília Lima, falou sobre o convênio, que vai garantir a continuidade da assistência às crianças vítimas da síndrome congênita associada ao zika, ampliando e qualificando os serviços de reabilitação das crianças realizados pela equipe, que envolve fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicólogo, assistente social e outros profissionais da instituição.

“O convênio com a Sesacre vai facilitar, ampliar e permitir esse atendimento e que a gente consiga ir muito mais além, pois temos uma demanda também dos municípios, em decorrência da carência de profissionais. Ficamos felizes com essa parceria, pois temos certeza de que ela vai permitir a melhoria do nosso atendimento”, diz a presidente.

Fisioterapeuta da Apae explica que atendimentos são individuais (Foto: Júnior Aguiar)

Na Apae, a reabilitação é dividida por faixa etária. Na sala da estimulação precoce, 20 crianças, de 0 a 3 anos de idade com deficiência intelectual e múltipla são atendidas semanalmente. Dessas, oito têm microcefalia. Já na sala onde é desenvolvida a estimulação essencial – pacientes de 3 a 6 anos -, cerca de 40 crianças são acompanhadas pela equipe multidisciplinar da Apae.

“Da maternidade, a criança com a microcefalia já pode ser encaminhada à Apae para a avaliação, onde será elaborado um cronograma de tratamento de acordo com a necessidade de cada um. Os atendimentos são individuais, pois cada criança precisa de um estimulo diferente. Também envolvemos os pais durante o tratamento, para que essa reabilitação, esse estimulo que é feito duas vezes por semana tenha continuidade”, destaca a fisioterapeuta Fernanda Fernandes.

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