Saúde

Encontro discute mudanças na Política Nacional de Atenção Básica

Lane Valle
07.11.2017 16:33

Abertura do encontro aconteceu na manhã desta terça e contou com a presença de representantes de todo o estado (Foto: Júnior Aguiar)

Secretários municipais, gestores e equipes técnicas em saúde de todo o estado se reuniram nesta terça-feira, 7, para discutir a nova Política Nacional da Atenção Básica (PNAB), aprovada em agosto deste ano na 8ª reunião da Comissão Intergestora Tripartite (CIT), integrada pelo Ministério da Saúde, pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e pelo Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS).

O I Encontro Interfederativo de Gestores Municipais de Saúde, trouxe a convite da Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre), o representante do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde, Celmario Castro Brandão, que falou sobre a importância das novas regras da PNAB.

“É sabido que a atenção básica é capaz de resolver 80 a 85% dos problemas da população, que desafoga os atendimentos da rede pública. As pessoas precisam saber que na atenção básica pode resolver, sem a necessidade que se busque serviços de alta complexidade”, destaca.

Um dos benefícios que a nova reformulação traz à população, segundo a gerente da Divisão de Atenção Primária da Sesacre, Valéria Morais, é que os atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) não estão mais atrelados ao endereço dos pacientes. Agora, os usuários podem se consultar em qualquer unidade. Isso foi possível com a implantação do prontuário eletrônico nas UBS.

“Até a portaria antiga da Atenção Primária, cada usuário do SUS era vinculado a uma equipe de estratégia da saúde da família. Na nova política, esse usuário vai poder continuar sendo atendido pela equipe próximo a sua casa, mas também vai poder ser atendido em outras unidades de saúde, que por exemplo, podem estar ao lado de seu trabalho”, explica.

Celmario Castro Brandão, representante do MS, durante o encontro (Foto: Júnior Aguiar)

Novas atribuições

O plano também prevê que agentes comunitários com certificado de técnicos de enfermagem terão mais funções, que não serão restritas ao combate a epidemias, mas também medir pressão, verificar glicemia e fazer curativos. A ação deve ampliar os atendimentos domiciliares.

Outra prioridade é a oferta de todos os serviços considerados essenciais nas UBS, como pré-natal, acompanhamento de hipertensos e diabéticos, procedimentos cirúrgicos de pequena complexidade e aplicação de vacinas.

 

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