Política

Gestores debatem políticas de prevenção ao suicídio em audiência pública

Nayanne Santana
12.09.2017 18:00

Audiência Pública foi realizada para debater políticas públicas e propostas que previnam tentativas de suicídio no Acre (Foto: Victor Augusto/Assessoria CMRB)

Políticas públicas que possam prevenir tentativas de suicídio foram debatidas nesta terça-feira, 12, em audiência pública na Câmara de Vereadores de Rio Branco. Participaram dos debates profissionais da área de saúde, gestores públicos do Estado e da capital e membros da sociedade civil.

Andréia Vilas Boas, coordenadora do Núcleo de Prevenção de Suicídios – que já atendeu 104 pacientes de janeiro a julho deste ano -, ligado à rede pública do Estado, destacou que é preciso ter um olhar mais cauteloso quando se trata desse assunto.

“Nós estamos vivendo um momento de crise. As pessoas que dão entrada no Huerb [Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco] precisam dar continuidade ao atendimento porque quem tenta se suicidar não o faz somente uma vez”, alerta a gestora.

Na avaliação de Andréia Vilas Boas, a inclusão de especialistas em psicologia na rede de atenção básica de saúde é fundamental para que seja prestado melhor atendimento às pessoas que tentam tirar a própria vida.

“Nós precisamos de mais profissionais atuando na área de saúde mental. Necessitamos de psicólogos atendendo nos postos de saúde e nas escolas”, destacou a coordenadora.

O vereador e primeiro-secretário da Câmara Municipal, médico Jakson Ramos, foi o propositor da audiência pública, realizada em alusão ao Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, marcado dia 10 de setembro.

Ramos destacou que, após os debates, serão feitos encaminhamentos à gestão estadual e municipal, bem como ao Ministério Público, para que os planos discutidos possam ter ação efetiva na vida da população.

“Isso é muito grave [casos de suicídio]. Destrói vidas e famílias e marca de forma muito negativa a nossa sociedade. Precisamos avançar muito em relação a esta problemática em nosso sistema público de assistência aos transtornos mentais que levam ao suicídio. A minha proposta é na próxima semana, possamos conversar com os coordenadores destes programas a nível de Estado e Prefeitura para, juntos com a Comissão de Saúde da Câmara, fazermos um diagnóstico dos gargalos e propormos soluções práticas e objetivas para a solução dos problemas”, declarou o vereador.

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