Governador do Acre critica Plano Nacional de Segurança e cobra Temer

Em reunião no Palácio do Planalto, Tião Viana (PT) pede ao peemedebista coesão entre as polícias estaduais e da União para o combate da criminalidade e do contrabando

 

Presidente da República Michel Temer, durante encontro com o Governador do Estado do Acre, Tião Viana –
Foto: Marcos Corrêa/PR

O Plano Nacional de Segurança Pública fracassou. A medida lançada em janeiro para assegurar o enfrentamento da criminalidade não tem uma interface entre o governo federal e os estados. É o que avalia o governador do Acre, Tião Viana (PT). Diante da escalada da violência na região norte, e das dificuldades em conter o aumento do contrabando de drogas, armas e munições, o petista veio nesta terça-feira (10) ao Palácio do Planalto cobrar a participação do presidente da República, Michel Temer, em um encontro com chefes de poderes do país, de ministros da área de segurança, e de autoridades da América do Sul para tratar da segurança pública do Brasil.

Para Viana, falta uma “linguagem única” entre as autoridades de segurança pública estaduais e federais. “Hoje, no meu estado, as nossas políciais prendem mais do que a polícia da União. E não há entre elas uma inteligência integrada, ou uma ação planejada, setorial. De nada adianta uma política nacional que esteja dissociada com a realidade”, criticou.
Sem uma presença e ação planejada de força tarefa e inteligência, o Brasil está perdendo a guerra para o narcotráfico, acusa Viana. “As fronteiras da Amazônia estão completamente abertas. Queremos a criação de um fundo nacional de segurança pública e ação emergencial com um conselho nacional de segurança pública envolvendo os estados do Brasil”, afirmou o governador.
A discussão em torno de uma ação conjunta entre os estados e o governo federal entrará em pauta em uma reunião em 27 de outubro. Além de Temer, confirmaram presença: a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Carmen Lúcia; a procuradora-geral da República, Raquel Dodge; o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ); o presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira (PMDB-CE); além de ministros, governadores, e autoridades e embaixadores da Colômbia, do Peru, da Bolívia e do Equador.
Fonte: Correio Braziliense 

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