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Geral

Leandrinha Du Art: um nome que representa muitas lutas

Andréa Zílio
13.11.2018 12:53
Atualizado 13.11.2018 às 14:38

Encontro com Leandrinha Du Art será na próxima quarta-feira, 14, a partir das 17 horas, no Afa Jardim (Foto: Divulgação)

Uma coisa é fato, um olhar preconceituoso jamais conseguirá enxergar o tamanho de Leandrinha Du Art. Mulher trans, que em cenário nacional se tornou representante da luta das pessoas com deficiência, da luta das mulheres, é símbolo de resistência LGBT, é midialivrista, escritora, blogueira. Ufa, quanta atuação, e não para por aí, Leandrinha também é colunista Ninja, fotógrafa, e produtora.

Essa mineira, de Passos, só tem 23 anos. Em sua visita em Rio Branco, inclusive, para participar do Festival Pachamama, Leandrinha não poderia ficar apenas em uma agenda, e ela convida a população para um encontro que considera muito especial, que vai ocorrer na próxima quarta-feira, 14, a partir das 17 horas, no Afa Jardim, aberto ao público. Na oportunidade, a performance “E agora, que sei quem sou?” pretende fazer um diálogo contando sua experiência.

O evento é organizado com apoio da Prefeitura Municipal de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal Adjunta da Mulher (Semam), Secretaria Adjunta de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seadpir), Secretaria de Direitos Humanos e Políticas Afirmativas (Sedihpa) e Secretaria Municipal da Juventude (Sejuv), e do governo do Estado, por meio da Ouvidoria da Defensoria Pública Estadual.

Como ela mesma diz, Leandrinha é “um corpo que representa muitas lutas”. Sua trajetória ganhou voz e ecoou por meio do vídeo “Quer me conhecer melhor?”, no qual ela acredita que as pessoas puderam ver através de sua trajetória que qualquer corpo é capaz de resistir, lutar, exigir e representar.

E é exatamente na luta, na resistência, na quebra de tabus, rótulos e preconceitos que Leandrinha solta sua voz pedindo por respeito, direitos e qualidade de vida. A vontade de lutar é tamanha que ela também aceitou o desafio de ser candidata a deputada Federal, em Minas. “Me sinto pronta para ocupar de forma legítima, construtiva e honesta, esse lugar que segue dominado pela mesma corja oportunista por gerações”, diz  a escritora que não se elegeu, mas o resultado das urnas não diminuiu em nada seu ânimo.

Ela faz questão de dizer que foi da possibilidade de ouvir e ser ouvida por tantas pessoas surgiu a necessidade de enfrentar e transformar o sistema desigual que acredita que vivemos. Por isso, acredita e atua em diversos grupos, e com esse espírito de coletividade tem construindo um nome que representa referência.

“Vai ser um prazer encontrar cada um de vocês, vamos deixar na porta todo receio, pre-conceito, tabus, medo. Vou apresentar a todos uma nova perspectiva, um novo angulo, garanto que posso fazer você descobrir quem realmente és”, diz Leandrinha ao reforçar o convite para os que tiverem interesse nesse encontro que promete ser uma rica troca de experiências.

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