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Investimentos na cadeia produtiva do milho refletem em crescimento do setor

Nilton Bayma Craveiro*
25.06.2017 11:34

O governo do Estado, por meio da Secretaria de Agropecuária (Seap), visando o desenvolvimento das cadeias produtivas nas zonas especiais de produção, tem investido em políticas públicas de desenvolvimento, através de programas voltados ao incentivo e à ampliação das lavouras produtoras de grãos.

Essas políticas, promovidas em parceria com a sociedade civil organizada, movimentos sociais e os governos federal e municipais, contribuem com o crescimento da agricultura familiar de pequenos, médios e grandes produtores rurais, com agregação de valor à produção agropecuária, em uma perspectiva sustentável, no tripé de geração de emprego, renda e inclusão social.

Essa revolução da agricultura acreana ocorre graças ao processo de inovação tecnológica, que tem permitido recuperar áreas de capoeiras e degradadas para o cultivo de lavouras anuais, como é o caso do milho, produzido por meio de sistemas de plantio em monocultura e em integração lavoura-pecuária.

A cadeia produtiva de grãos – milho, arroz, feijão – vem ocupando as áreas desgastadas e tornando-as produtivas. Essa atividade é impulsionada pelo Estado por meio de recursos próprios, emendas parlamentares, convênios e operações de crédito aos produtores rurais e crédito agrícola.

Além dos incentivos na melhoria da produção agrícola acreana, o governo do Estado implantou um complexo de silos graneleiros nos municípios de Rio Branco, Senador Guiomard, Acrelândia, Plácido de Castro, Capixaba e Brasileia. Todos com capacidade de secagem de 800 toneladas de grãos/dia de 28.100 toneladas de armazenamento. Foi instituída ainda uma rede de armazenamento da Companhia de Armazéns Gerais e Entreposto do Acre (Cageacre) em Acrelândia, Vila Campinas, Plácido de Castro e Senador Guiomard, com capacidade para secagem de 225 toneladas de grãos/dia e armazenamento de 8.500 toneladas.

Numa parceria consolidada pelo desenvolvimento sustentável, destacam-se também os investimentos da iniciativa privada em silos graneleiros de Senador Guiomard e Rio Branco.

Os dados de secagem e armazenamento fornecidos pela Seap, dos silos públicos, mostram uma curva ascendente entre os anos de 2013 e 2016, o que resultou no ano passado no processamento de mais de 24 mil toneladas de milho. A estimativa de produção de milho para a safra de 2016/2017, nas áreas de abrangência dos silos, é de 50 mil toneladas, em aproximadamente 10 mil hectares de área mecanizada, com uma produtividade cinco mil quilos por hectares.

Os investimentos refletem no aumento de áreas cultivadas e em sua produtividade (Foto: Divulgação Seap)

Os investimentos refletem no aumento de áreas cultivadas e em sua produtividade, o que pode ser medido pelo bom preço do milho no mercado e pela demanda significativa do produto, por parte das agroindústrias de frango e suínos instaladas no Acre.

A proposta do Estado é que, em 2019, a produção de grãos alcance a marca de 90 mil toneladas/ano, em aproximadamente 15 mil hectares de área mecanizada, gerando uma produtividade de seis mil quilos por hectare.

Suprindo, deste modo, o consumo interno que vem crescendo significativamente, além de exportar para os países vizinhos – Bolívia e Peru, possibilitando a entrada nos mercados internacionais Ásia e Europa, devido à proximidade com o Oceano Pacífico.

Tião Viana já destinou mais de R$ 25 milhões na implantação, ampliação e modernização das unidades de secagem e armazenagem de grãos, promovendo impactos socioeconômicos positivos, que beneficiam diretamente as famílias de produtores rurais.

Outros R$ 5 milhões foram aplicados na aquisição de máquinas agrícolas. A Seap dispõe de colheitadeiras de grande porte, tratores e implementos agrícolas em condições de operar em qualquer tipo de solo, com força motora suficiente para executar diversas atividades como: preparo do solo, plantio, tratos culturais, colheita, transporte e tração.

O desenvolvimento sustentável do setor agropecuário, através da produção de grãos em áreas alteradas e a modernização e ampliação da infraestrutura de secagem e armazenagem, proporcionam a geração de emprego, melhoria da renda e segurança alimentar, com consequente redução do êxodo rural.

* Nilton Bayma Craveiro é engenheiro agrônomo

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