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Saúde

Profissionais de saúde discutem fluxo de medicamentos pós-exposição ao HIV

Mônica Araújo
28.01.2019 16:16
Atualizado 28.01.2019 às 17:31

A secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), por meio da Divisão Estadual de Doenças Sexualmente Transmissíveis, se reuniu com vários órgãos para definir a logística do fluxo de referência e contra referência da Profilaxia Pós-Exposição ao HIV (PEP). Entre as  entidades estavam presentes, representantes da Comissão Estadual de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (HUERB), da Vigilância Sanitária Estadual, IST Municipal e Serviço de Assistência Especializada (SAE).

Segundo a gerente interina da IST Estadual, Maria do Carmo Guimarães, na reunião foi identificada algumas necessidades como estruturação do Centro de Testagem Estadual para as populações prioritárias e reestruturação do SAE. Além de capacitação para os médicos,  técnicos das vigilâncias epidemiológicos e farmacêuticos dos 22 municípios do Estado do Acre. A capacitação dos profissionais deverá ser feita em parceria com os Conselhos de Medicina e Farmácia (CRM e CRF).

“Durante a reunião fizemos alguns encaminhamentos importantes para o bom funcionamento do fluxo da terapia com medicamentos pós-exposição ao HIV. O objetivo dessa gestão é garantir a população do estado acesso aos serviços de saúde com mais agilidade, qualidade e eficiência”, disse Maria do Carmo.

A PEP é uma medida de prevenção de urgência à infecção pelo HIV, hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST), que consiste no uso de medicamentos para reduzir o risco de adquirir essas infecções. Deve ser utilizada após qualquer situação em que exista risco de contagio, tais como violência sexual, relação sexual desprotegida (sem o uso de camisinha ou com rompimento da camisinha), acidente ocupacional (com instrumentos perfuro cortantes ou contato direto com material biológico).

Para funcionar, a terapia deve ser iniciada logo após a exposição de risco, em até 72 horas e tomada por 28 dias. Tão logo a pessoa desconfie ter estado em uma situação de contato com o HIV, deve procurar imediatamente um serviço de saúde. Vale ressaltar que essa medida não substitui a camisinha.

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