Cidades do Acre

Programa Primeira Infância Acreana: cuidados para os pequenos

Resley Saab
07.06.2016 10:32
Atualizado 21.11.2017 às 14:30

O programa vai atender crianças de zero a seis anos. (Foto: Diego Gurgel/Secom)

O programa vai atender crianças de zero a seis anos (Foto: Diego Gurgel/Secom)

O Programa Primeira Infância Acreana foi criado com o objetivo de fortalecer a Rede de Serviços destinada às crianças menores de seis anos em diversas regiões do estado. A iniciativa da Secretaria de Estado de Saúde pretende sensibilizar a sociedade e instituições públicas sobre a necessidade de implementar políticas públicas que garantam o desenvolvimento infantil integral.

São parceiras do programa as secretarias de Estado de Desenvolvimento Social e de Educação e Esporte, que vão desenvolver ações específicas em suas áreas de atuação. As prefeituras de seis cidades do interior e da capital também participarão das atividades. A coordenação pretende transformar o Primeira Infância em uma Política de Estado, garantindo sua continuidade, independentemente de administrações futuras.

“Nossa meta é implantar o programa em todas as cidades do Acre como política pública institucional. O Primeira Infância perpassa a área de atuação do governo – nossa ideia é garantir ações permanentes”, afirmou Priscylla Aguiar, gerente da Divisão de Saúde da Criança do Acre.

"A ideia é transformar o programa em um política de Estado", afirmou Pryscilla Aguiar. (Foto: Júnior Aguiar/Sesacre)

“A ideia é transformar o programa em um política de Estado”, afirmou Pryscilla Aguiar (Foto: Júnior Aguiar/Sesacre)

Dentro do programa estarão organizados serviços intersetoriais nos territórios onde as crianças vivem, que devem compreender o processo de desenvolvimento e as necessidades dos pequenos. As políticas de saúde da criança integram as metas do governo do Acre, que proporcionalmente é o segundo estado do país que mais investe em saúde pública.

No Acre o programa conta com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unesco), Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, Fundação Bernard van Leer e da United Way Brasil. Essas instituições apoiam diversas iniciativas de cunho social em todo o país e reconhecem iniciativas pioneiras.

Educação

O programa Asas da Florestania, que leva educação às localidades de difícil acesso dos 22 municípios acreanos, também faz parte do Primeira Infância. Núcleos estão espalhados em diversas comunidades e atendem crianças e adolescentes. Na modalidade alfabetização, as agentes do Asas visitam as casas desses moradores da floresta levando atividades lúdicas e pedagógicas.

Na parceria com a Secretaria de Educação os professores têm papel fundamental, pois serão eles os transmissores de conhecimento. Os profissionais terão a missão de estimular a autonomia das crianças, fazendo com que elas descubram novas maneiras de ver o mundo.

Desenvolvimento Social

Na parceria com as prefeituras, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Seds) vai atuar junto aos Centros de Referência em Assistência Social. Os profissionais que atendem nos CRAS serão capacitados a fim de melhorar a qualidade do serviço prestado.

Técnicos das secretarias de Educação e Desenvolvimento Social farão aprte do programa. (Foto: Júnior Aguiar/Sesacre)

Técnicos das secretarias de Educação e Desenvolvimento Social farão parte do programa (Foto: Júnior Aguiar/Sesacre)

Segundo Paloma Sales, técnica da Seds, os centros são portas de entrada para acesso às políticas públicas de assistência. “Assistentes sociais e psicólogos realizam o primeiro atendimento, identificam as necessidades das famílias e as encaminham para as instituições responsáveis. Nós vamos reforçar a atuação desses profissionais”, disse.

Atualmente oito Centros de Referência em Assistência Social funcionam em Rio Branco. O PIA já identificou dois territórios para atuação inicial e nessas  localidades já existe CRAS. Moradores da Cidade do Povo e o Calafate serão os primeiros beneficiados com o trabalho.

Agentes Comunitários de Saúde

Os territórios prioritários foram mapeados e serão visitados pelos agentes comunitários de saúde, que vão levar orientações a inúmeras comunidades. Eles serão responsáveis pelo primeiro contato com as famílias, conscientizando a população sobre a necessidade de novos comportamentos.

Nesse contexto, as famílias serão capazes de desenvolver as habilidades cognitivas e intelectuais das crianças.

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