Tatá Yawanawá: a floresta perde um dos seus sábios

“Somos todos irmãos, estamos todos na mesma energia,” Tatá Yawanawá (Foto: Sérgio Vale/Secom)

Hoje, dia 20 de dezembro, o Acre e, principalmente, o povo Yawa, que vive às margens do Rio Gregório, em Tarauacá, perdem um dos seus principais sábios da floresta. Tatá Txanou, principal referência da etnia, faleceu na Aldeia Mutum aos 104 anos, deixando um legado de humildade, sabedoria e amor pela natureza.

Todos os que visitavam as aldeias reverenciavam aquele senhor de semblante sério e andar lento.

Tatá Txanou Yawanawá faleceu aos 104 de idade, na Aldeia Mutum (Foto: Sérgio Vale/Secom)

Tatá conseguiu, ao longo do seu centenário, incentivar o resgate das culturas indígenas por intermédio da realização de festivais e eventos específicos, buscando firmar nas novas gerações a identidade e todos os ensinamentos necessários para o equilíbrio entre os povos e a preservação da floresta.

Os yawas aprenderam, com o passar do tempo, seguir longe da poluição, cultivando o respeito pela preservação ambiental e tornando isso uma regra entre as gerações e os turistas que visitam as aldeias recorrentemente.

O governador Tião Viana, ao saber da triste notícia, declarou que a floresta perdeu um dos seus guardiões, “e nós perdemos um sábio. Nosso irmão, pajé Tatá, agora é uma lenda”.

Após os rituais de passagem, Tatá foi enterrado na Aldeia Sagrada, localizada na Terra Yawa.

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