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Meio Ambiente

Unidade de Situação prevê chuvas volumosas no estado; governo monitora cenário

Maria Meirelles
21.11.2018 16:40
Atualizado 26.11.2018 às 17:43

De acordo com a Unidade de Situação de Monitoramento Hidrometeorológico do governo do Estado, entre 21 e 27 deste mês está previsto um acumulado de chuvas de até 100 milímetros (mm).

Segundo o relatório expedido nesta quarta-feira, 21, a região oeste do Acre pode concentrar acumulados de precipitações de até 100 mm, com anomalia positiva indicando chuvas de até 25 mm acima da média para o período.

Previsão para os próximos seis dias é que continue chovendo (Foto: Sérgio Vale/Secom)

Já a região leste deve concentrar acumulados de até 75 mm, com anomalia positiva, sendo esperados até 15 mm acima da média. Os municípios de Rio Branco, Porto Acre, Bujari, Senador Guiomard, Sena Madureira, Acrelândia e Plácido de Castro apresentam anomalia negativa, indicando chuvas abaixo da média esperada.

“Como estamos vivendo um período de mudanças climáticas, temos que ficar alertas quanto a essas chuvas excepcionais que estão ocorrendo, especialmente no oeste do estado. Por precaução, já alertamos a Defesa Civil Estadual, que está em constante monitoramento. Em Cruzeiro do Sul, por exemplo, o Rio Juruá atingiu a cota de atenção e a previsão para os próximos seis dias é de que continue chovendo”, salientou Vera Reis, diretora técnica do Instituto de Mudanças Climáticas (IMC).

Ao longo dos anos, o governo do Estado consolidou uma política de prevenção e controle dos danos causados pelos fenômenos naturais no Acre. Em 2015, o estado enfrentou a maior enchente da história, seguida por secas extremas nos anos seguintes. Todos os anos, a gestão estadual define seu Plano de Contingência, documento que reúne as medidas a serem efetuadas em caso de enchente dos rios acreanos ou de períodos rígidos de estiagem.

Rio Juruá

Em Cruzeiro do Sul, o Rio Juruá está sendo monitorado pela Defesa Civil do Estado. O manancial apresentou a cota de 11,43 metros nesta quarta-feira, 21. A cota de alerta é de 11,80 metros e a de transbordamento, 13 metros.

Na próxima sexta-feira, 30, as instituições que compõem a Comissão Estadual de Gestão de Riscos Ambientais vão se reunir para traçar os cenários hidrometeorológicos do primeiro trimestre de 2019 (janeiro, fevereiro e março).

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