UPA do 2° Distrito completa nove anos de atendimento à população

UPA do 2° Distrito completa nove anos de atendimento à população

Texto: Fhaidy Costa || Diagramação: Secom

Rio Branco, 30 de novembro de 2018

A primeira Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Via Verde de Rio Branco, mais conhecida como UPA do Segundo Distrito, neste mês de novembro comemora nove anos de inauguração prestando serviços de saúde à população acreana.

Ofertando serviços de urgência e emergência, ambulatório adulto e infantil, internação, exames laboratoriais, raio-x e odontologia ao longo desses nove anos, a unidade já realizou mais de seis milhões de atendimentos.

Com cerca de 300 profissionais atuando, é UPA com maior demanda em Rio Branco. Somente em 2017, a unidade realizou mais de 1,3 milhão de serviços e atendimentos. Já este ano, apenas até o mês de setembro, já forma mais de 1 milhão de atendimentos e serviços. Só de exames laboratoriais, a média supera os 27 mil exames por mês na unidade.

São mais de 15 mil atendimentos médicos por mês (foto: Júnior Aguiar)

“Somos esse referencial para população acreana, então temos um grande fluxo, uma quantidade muito alta de atendimento e de procura porque nos tornamos referência por sermos a primeira unidade de pronto atendimento 24 horas da capital”, conta Simone Prado, gerente da UPA do 2° Distrito.

A gerente enfatiza que um dos pilares da gestão é a questão da humanização, com projetos ao longo dos anos e sempre colocando os servidores para fazer atividades que possam descontrair da rotina do árduo serviço, resultando em um atendimento mais humanizado aos pacientes que passam pela unidade.

“Nós temos aproximadamente de 500 a 600 pacientes por dia, é um trabalho exaustivo, mas por outro lado cuidamos para que os profissionais também possam usufruir da qualidade dos serviços”, explica Simone Prado.

Além do empenho em prestar um serviço de qualidade à população, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) também se preocupa em garantir a qualificação profissional e realiza capacitações em diversas áreas de saúde, visando aprimorar ainda mais os servidores para melhor atender a população.

“Dentro da unidade existe o Núcleo de Educação Permanente (NEP), que também oferta os cursos para podermos capacitar nossa equipe, assim como a equipe médica, de enfermagem e técnicos, ou seja, de todos os setores e segmentos dentro da unidade. Eles são capacitados ao longo do ano com oficinas, treinamento e cursos”, acrescenta Simone.

Com centenas profissionais atuando dentro da UPA do 2 ° Distrito, muitos estão desde a sua inauguração como é o caso da Auxiliadora Vitorino, gerente do setor de atendimento e acolhimento da UPA.

“Trabalhos nos setores da frente, da parte de acolher. Aqui tem uma procura intensa dos usuários pelo serviço e todos os dias é bastante gente durante as 24 horas de atendimento. As dificuldades sempre acontecem, mas temos uma boa equipe e com isso o serviço não fica tão exaustivo, graças a Deus temos êxito nos resultados”, destaca Auxiliadora.

Mara elogiou o atendimento na UPA do Segundo Distrito (foto: Júnior Aguiar)

A estudante do curso técnico de enfermagem, Mara Braga, conta que buscou a unidade por sofrer com dores no joelho, e após a avaliação fez o exame de raio x para obter o diagnóstico, agora buscou a unidade novamente para apresentar o exame.

“Vim para o retorno, apresentar meu raio-x e fui muito bem atendida, fui para triagem e já estou aguardando o atendimento que foi excelente e rápido”, destaca Mara.

O atendimento tanto na UPA do 2º Distrito, como nas outras duas Unidades de Pronto Atendimento que temos na capital acreana, poderia ser ainda melhor se não fosse um grande gargalo que ainda precisa ser vencido. Estima-se que cerca de 80% dos atendimentos realizados pelas UPA’s, na verdade são de pacientes que deveriam ser atendidos pelas Unidades Básicas de Saúde.

“Sem dúvida é um grande desafio fazer com que esse fluxo na saúde funcione de forma efetiva. Como o próprio nome diz, UPA é para atender casos que precisam de um pronto atendimento. Como atendemos um grande número de casos da atenção básica, nem sempre conseguimos atender com a eficiência e celeridade necessárias”, afirma Rui Arruda, secretário estadual de saúde.