Da Redação
26.08.2008 10:14
Atualizado 26.08.2008 às 10:14

Contexto político favorece realização de evento internacional sobre fauna silvestre no Acre

Tudo pronto para o 8º Congresso Internacional  Sobre Manejo de Fauna Silvestre na Amazônia e América Latina (Cimfauna), que será realizado de 1º a  5 de setembro no auditório da Faculdade da  Amazônia Ocidental (FAAO), em Rio Branco. A abertura será no dia 1º, às 19h, na FAAO mas as inscrições continuam abertas e melhores informações podem ser obtidas no endereço www.cimfauna.com.br, o site oficial do congresso. Entre as justificativas para realização do encontro no Acre, os organizadores citam a " existência de um contexto político favorável à utilização racional dos recursos da floresta, que ainda busca alternativas ao consumo de animais silvestres com fins de subsistência, tão comuns na região, bem como a existência da caça ilegal, um problema crescente não somente no Estado do Acre, mas também em toda região tropical".

O  evento é organizado pela Prefeitura de Rio Branco com apoio do Governo do Estado. Esta é a primeira vez que o Estado do Acre sedia um Congresso Internacional, o que, de acordo com os coordenadores, evidencia o crescente interesse, registrado no Estado, sobre aspectos relacionados ao  uso sustentável da floresta.  Em  continuidade  aos  eventos  anteriores  a edição deste ano do  Cimfauna  também  permitirá  aos  congressistas avaliar e compartilhar conhecimentos e experiências sobre fauna silves- tre.

No  entanto,  nesta  edição  do Congresso  consideramos  importante  a missão  de  contribuir para os processos de avanço das atuais políticas públicas, técnicas e das es- tratégias de manejo e conservação da fauna silvestre na América Latina, especialmente  na Amazônia. Entendemos que esses processos devam ocorrer de forma coordenada,  multidisciplinar e participativa, tomando como base as experiências dos diferentes segmentos da sociedade.

Serão realizadas quatro conferências, oito mesas redondas com palestras temáticas, 12 mini-cursos, programação cultural com artistas da terra. É esperada a participação de 48 especialistas em animais silvestres de renome internacional. O evento movimentará R$ 1,5 milhão entre passagens, hospedagem e gastos gerais. O público esperado é cerca de 600 pessoas.

Pesquisadores que irão participar do Cimfauna

Carlos Peres – Publicou mais de 60 documentos sobre ecologia e conservação das florestas neotropicais. Em 1995 ele recebeu "o Prêmio Liderança Conservação da Biodiversidade", e em 2000 foi eleito um "Líder Ambientalista para o Novo Milénio" pela revista Time. Ele é atualmente um docente na Universidade de East Anglia, no Reino Unido, e divide o seu tempo entre Norwich e pesquisas de campo na Amazônia brasileira.

Richard Bodmer – Membro do Durrell Institute of Conservation and Ecology – Departmento of Anthropologia da Universidade de Kent, na Inglaterra. É PHD pela Universidade Cambridge pesquisando as interações animal-planta de ungulados amazônicos, seu pós-doutorado foi realizado no Museu Goeldi, Brasil com pesquisas sobre o uso sustentável de recursos naturais. Atualmente desenvolve pesquisas focadas na biologia da conservação e uso sustentável da fauna Silvestre na Amazônia. Sua áreas de interesse também incluem diversidade de mamíferos tropicais, ecologia de mamíferos da Amazônia, sustentabilidade de caça nos trópicos.

José Manuel Vieira Fragoso – PhD pela Universidade da Florida no Programa de Estudos em Conservação Tropical. Atualmente é Professor da Universidade do Hawaii. Tem experiência na área de Ecologia, com ênfase em Ecologia Aplicada.

Resultados esperados do Cimfauna

1.    Ter incluído componentes da fauna silvestre entre os critérios e sustentabilidade do manejo florestal madeireiro e não-madeireiro.
2.    Ter fortalecido as iniciativas já em desenvolvimento com fauna silvestre.
3.    Ter facilitado o processo de formação de novas parcerias, ampliando a rede de manejadores de fauna silvestre.
4.    Ter construído um cenário em que seja possível identificar as lacunas existentes em termos de pesquisa com fauna silvestre.
5.    Ter considerado o ponto de vista das comunidades no processo de discussão de uso e conservação da fauna silvestre.
6.    Ter fortalecido a graduação e pós-graduação no Estado do Acre.
7.    Ter publicado um volume especial com trabalhos completos sobre manejo de fauna silvestre.
8.    Ter proposto alternativas para implementação das políticas públicas.

VALORES DAS INSCRIÇÕES DE OUTROS ESTADOS E PAISES
Estudantes graduação           R$ 230,00
Estudante de pós-graduação R$ 330,00
Profissionais                           R$ 450,00

VALOR ESPECIAL PARA ESTUDANTES DO ACRE
Estudantes de graduação e pós-graduação R$ 200,00 até o dia 31 de Agosto.
Na Secretaria do Congresso na Avenida Antônio da Rocha Viana S/N Horto Florestal

MINI-CURSOS
Com o apoio do Sistema CFbio e CRBio
R$ 25,00

MINI-CURSOS

1.    Conservação e Criação de quelônios amazônicos, Daniely Félix , Doutoranda UFRJ
2. Acesso ao conhecimento tradicional associado aos recursos faunísticos, Rosa Miriam, Embrapa Sede
3. Técnicas de monitoramento de mamíferos silvestres, Armando Calouro, Universidade Federal do Acre – UFAC
4. Criação de animais silvestres em cativeiro – a experiência do Programa Caboclinho da Mata, Vânia Ribeiro, Universidade Federal do Acre – UFAC
5. Criação racional de abelhas indígenas sem ferrão, Giorgio Venturieri, Embrapa Amazônia Oriental
6. Métodos em Manejo de anfíbios e répteis, Reginaldo Machado, Universidade Federal do Acre – UFAC
7. Práticas de educação ambiental para escolas, parques, praças e zoológicos, Mário Borges da Rocha, Zoológico de São Paulo
8. Ecologia e métodos de amostragem de répteis squamata, Paulo Bernardo, Universidade Federal do Acre – UFAC
9. Criação de peixes, Júlio Rezende, IBAMA – Acre
10. Doenças transmitidas por animais silvestres, Milton Thiago Mello, Instituto Milton Thiago de Mello – iMTM
11. Aplicação do sistema de Posicionamento Global (GPS) na coleta de dados, Evandro Orfanó, Embrapa – Acre
12. Estimando la ocupacion de especies silvestres por el uso de muestras repetidas de la presencia/ausência, Dan Thornton, Universidade da Florida .

 

 

 

 

Mais notícias