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Amazônia

Acre se aproxima dos 60% de redução do desmatamento

Paula Amanda
22.07.2015 17:50
Atualizado 22.07.2015 às 18:09

Populações tradicionais recebem incentivos do governo para reaproveitar áreas abertas (Foto: Gleilson Miranda/Secom)

Populações tradicionais recebem incentivos do governo para reaproveitar áreas abertas (Foto: Gleilson Miranda/Secom)

Uma das maiores barreiras que o poder público encontra na busca pela redução do desmatamento ilegal é a questão cultural, ou seja, as populações mais tradicionais passaram muitos anos acreditando que só era possível desenvolver desmatando e queimando.

Por muito tempo, a política de ordenamento territorial valorizava o desmate para os investimentos em agropecuária.

Há mais de uma década, a implementação de um novo modelo de desenvolvimento territorial e econômico visa combater todas as práticas ilícitas e danosas ao meio ambiente, que, ao contrário do que alguns produtores ainda pensam, não impulsionam a economia e destroem o maior patrimônio natural do Estado: as áreas de floresta, que representam quase 90% do território.

Atualmente, estudos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam uma redução de 57% do desmatamento, no Acre, nos últimos dez anos.

Outra análise, do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do Inpe, vai além e mostra que, entre os Estados da Amazônia Legal, o Acre tem um dos menores índices de focos de calor – são 93, perdendo apenas para o Amapá, com 22, de janeiro a julho de 2015. O estudo revela ainda que no mesmo período o Mato Grosso é o líder do ranking, com 5.991 focos.

Políticas públicas garantem a redução do desmatamento ilegal. A piscicultura é um exemplo (Foto: Gleilson Miranda/Secom)

Políticas públicas garantem a redução do desmatamento ilegal. A piscicultura é um exemplo (Foto: Gleilson Miranda/Secom)

Os esforços do governo se concentram em investir no reaproveitamento de áreas abertas e no uso sustentável das florestas. São tentativas ousadas de garantir aos pequenos produtores alternativas que têm gerado renda para as famílias que residem nessas áreas e, ao mesmo tempo, mantêm a floresta de pé.

Além de receberem incentivos do governo, para consolidação do roçado sustentável, plantio de mucuna, mecanização agrícola e plantio de culturas permanentes, o Estado também aposta na agricultura de baixo carbono, que cuida do sequestro, fluxo e estoque de carbono, colocando esses produtores como pioneiros na conservação das florestas.

A força-tarefa instituída entre órgãos governamentais tem exatamente o objetivo de fomentar e favorecer o acesso a essas alternativas e ao uso sustentável das florestas, além de combater as práticas ilícitas.

O secretário de Meio Ambiente do Acre, Edegard de Deus, ressalta que, embora os resultados sejam positivos, é necessário continuar promovendo políticas públicas de desenvolvimento sustentável.

“Quando o governador Tião Viana pensou em fortalecer as ações de combate ao desmatamento ilegal e às queimadas, ele nāo quer apenas garantir que os produtores tenham a renda familiar deles, mas que principalmente as futuras gerações também tenham condições de usufruir esses recursos naturais. É uma preocupação atual, mas também com o futuro”, disse.

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