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Educação

Alunos participam de seletiva para Olimpíada de Astronomia

Stalin Melo
20.05.2019 11:27
Atualizado 20.05.2019 às 11:27

Manhã de sábado. A temperatura ambiente ultrapassava os 35 graus. Mas isso não foi motivo para que o professor Fernando César Ramirez, de Física, e um grupo de alunos da Escola Integral José Ribamar Batista (EJORB), localizada no bairro Aeroporto Velho, não saíssem de casa.

E o motivo é o mais nobre possível: conhecimento. Eles foram até o espaço do estádio Arena da Floresta para participar de uma seletiva da Olimpíada Brasileira de Astronomia e da Mostra Brasileira de Foguetes. Tanto a Olimpíada quanto a Mostra já se incorporaram ao calendário estudantil do EJORB.

Durante a Seletiva, alunos do EJORB preparam os foguetes para o lançamento (Foto: Stalin Melo/SEE)

A seletiva, na verdade, consiste no lançamento de um foguete feito com garrafas PET e realizado de uma plataforma confeccionada a partir de canos de PVC. “O combustível que permite a propulsão é feito com bicarbonato de sódio e vinagre, que produzem uma reação e causam uma pressão que permite o lançamento”, explicou o professor.

Ramirez explica que, na sexta-feira, 17, os alunos realizaram a prova escrita. Tanto a prova quanto o lançamento nesta etapa local ficam sob a responsabilidade de cada escola. E o EJORB, segundo ele, é a única da rede estadual de ensino a participar desta competição.

A escola participa das seletivas desde 2014 e em 2017 obteve o seu melhor resultado, ficando na faixa dos vice-campeões. Na oportunidade, a equipe que representou o EJORB ficou em 19º lugar, um resultado satisfatório considerando o fato de haver  mais de 80 instituições que participaram das atividades.

Objetivo do lançamento é fazer com que o foguete ultrapasse dos 100 metros de distância (Foto: Stalin Melo/SEE)

Ao alcançar o “índice” dos 100 metros, a escola aguarda o convite dos organizadores da Olimpíada e da Mostra para participar, no mês de novembro, da etapa nacional que ocorre no Rio de Janeiro. “Fomos a primeira escola pública do Acre, e até agora a única, a participar da Olimpíada”, explica Ramirez.

Matemática na Ufac

O professor Ramirez não estava sozinho. Na seletiva deste ano foi auxiliado pelo ex-aluno Elivan Alves Cerqueira, cujos conhecimentos adquiridos no ensino integral do EJORB e na própria Olimpíada de Astronomia foram fundamentais para que, ano passado, ele fosse aprovado no curso de Matemática da Universidade Federal do Acre (Ufac).

Elivan participou da Olimpíada em 2017 e ajudou as equipes na montagem da plataforma de lançamento (Foto: Stalin Melo/SEE)

Em 2017, ele estava na equipe vitoriosa que viajou ao Rio de Janeiro para representar o Acre. “Foi uma experiência sensacional, porque enquanto escola pública eu jamais imaginei ir tão longe, quanto mais voltar com a faixa de vice-campeão”, fez questão de dizer.

Uma das bases utilizadas pelos alunos na seletiva deste sábado, inclusive, foi construída por ele. “Então, estou demonstrando como eles podem construir a base de lançamento, como ela funciona e como eles podem montar o foguete para ter um bom alcance”, disse.

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