Ambulatório de cardiologia será implantado em Cruzeiro do Sul

A Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) por meio do Hospital de Dermatologia Sanitária de Cruzeiro do Sul, a partir do dia 16 de abril, o hospital irá oferecer ambulatório diário de cardiologia para pacientes em geral, sendo que haverá um percentual diário de vagas reservado aos pacientes do Movimento de Reintegração das pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan).

“Não tínhamos um serviço de cardiologia regular que atendesse todos os dias. Agora com essa nova gestão e com a sensibilidade do secretário Alysson e do governador, conseguimos a contratação de uma médica cardiologista que vai fazer esse serviço de ambulatório diário dentro do Hospital de Dermatologia Sanitária”, explica a gerente geral de Assistência à Saúde da Regional do Juruá, Dra. Hadyme Arcádia.

A especialidade de cardiologia era uma das deficiências que existiam quanto à atenção especializada à população local. Serão 15 vagas diárias pela manhã, sendo duas para pacientes com hanseníase ou com sequelas da doença.

A oferta do serviço foi pactuada no dia 5 de abril durante reunião entre a coordenadora geral da Regional do Juruá, Tarauacá e Envira, Dra. Raquel Batista, com a gerente geral de Assistência à Saúde, Dra. Hadyme Arcádia de Freitas, e também com a gerente geral do hospital, Helen Siqueira e os representantes do Morhan, os quais são o público prioritário do Hospital.

Histórico do Hospital

De acordo com a gerente geral de Assistência à Saúde do Juruá, o Hospital de Dermatologia Sanitária foi criado na época da segregação, em que as pessoas com hanseníase eram separadas da sociedade, então tradicionalmente o público alvo do hospital são os pacientes que sofrem sequelas da hanseníase, e também aqueles que estão em tratamento, sendo a referência deles o Hospital Dermatológico.

“Então a ideia dos gestores é revitalizar o Hospital tanto para tirar o preconceito e também trazer um novo olhar e integrar as pessoas do movimento dos hansenianos a sociedade. A meta é trazer um fluxo de pessoas de uma forma geral, para que a sociedade veja o hospital como uma unidade humanizada da Sesacre”, explica, Hadyme Arcádia.

 

Compartilhe:

WhatsApp
Facebook
Twitter