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Educação

Com apoio do governo, evento traz reflexões sobre o movimento negro depois da Abolição

Samuel Bryan
14.05.2019 10:48
Atualizado 14.05.2019 às 10:48

No dia 13 de maio de 1888, foi assinada no Brasil a Lei de Abolição da Escravatura. Mas a data não é comemorada, devido ao processo histórico em que o Brasil não realizou medidas compensatórias aos escravizados, sem ações pós-assinatura, resultando em consequências de três séculos de escravidão.

O evento contou com atendimentos de saúde, apresentações artísticas de hip hop, poesia, capoeira, batuque, samba e microfone aberto para os participantes (Foto: Marcos Vicentti/Secom)

Porém, o simbolismo da data resultou numa tarde de reflexões realizada nesta segunda-feira, 13, na praça do Mercado Velho. O evento chamado “131 Anos de Abolição Sem Reparação” foi organizado por entidades que compõe o Movimento Negro no Acre e contou com o apoio do governo do Estado, por meio do Departamento de Direitos Humanos, e a prefeitura de Rio Branco.

Com iniciativa do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial, o Conselho Estadual e o Fórum Permanente de Educação Ética Racial, além de diversas outras entidades não governamentais, o evento contou com atendimentos de saúde, apresentações artísticas de hip hop, poesia, capoeira, batuque, samba e microfone aberto para os participantes.

“Esse é um ato de resistência, tendo em vista que essa data não é comemorativa, mas de reinvindicação da população negra. O fim da escravatura foi numa condição sub-humana, sem educação e condições mínimas para seguir a vida com cidadania. E essa reinvindicação que fazemos é despertar a sociedade, levantar esse debate, buscando a promoção da igualdade racial”, conta Igor Gama, presidente do Conselho Municipal.

Participantes fizeram pedidos pela valorização da educação e da igualdade racial (Foto: Marcos Vicentti/Secom)

O evento contou também com estudantes e professores do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas da Universidade Federal do Acre (Ufac), além do Núcleo de mesmo nome do Instituto Federal do Acre (Ifac).

Keila Batista, da Ufac, destaca: “O Observatório da Discriminação Racial trabalha com a discussão do ensino ético-racial nas escolas, fazendo seminários, palestras, cursos para os professores, com análises e propostas. E hoje estamos resinificando esse treze de maio”.

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