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Meio Ambiente

Cooperativas expõem seus produtos artesanais na Expoacre Juruá

Katiúscia Miranda
01.09.2019 12:24
Atualizado 02.09.2019 às 17:25

Três cooperativas da região do Juruá, dos municípios de Tarauacá, Mâncio Lima e Rodrigues Alves, estão expondo na Expoacre e conseguiram realizar parcerias importantes para a comercialização dos seus produtos. Com investimento do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), as organizações sociais que fomentam cadeias de valor de produtos florestais não madeireiros mostram seu potencial, agregam valor ao produto acreano e se organizam para entrar de vez no ramo da exportação.

Ao lado do espaço da Sema está o estande das cooperativas, um balcão atrativo que expõe óleos, sabonetes, sabão e carvão. Estão presentes na Expoacre Juruá a Cooperativa dos Produtores de Agricultura Familiar e Economia Solidária de Nova Cintra (Coopercintra), de Rodrigues Alves, a Cooperativa de Produtores de Polpa de Frutos Nativos de Mâncio Lima (Coopfrutos) e a Cooperativa de Produtores Familiares e Economia Solidária da Floresta do Mogno (Coopermogno).

O secretário de Estado de Meio Ambiente, Israel Milani, acredita no potencial das cooperativas. “Estamos divulgando as ações das cooperativas aqui no Estado e também fora. Empresários demonstram total interesse nos produtos, que além de desenvolver as cadeias de valor de produtos florestais, leva a marca autêntica do Acre. Estou em contato com o secretário de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia, Anderson Abreu, e ele já sinalizou que pretende levar esse produto para fora do Brasil”, argumentou.

Ao fomentar as atividades agroextrativistas no Acre, o secretário Israel Milani aposta na alternativa de geração de emprego e renda e no desenvolvimento de cadeias de valor de produtos florestais não madeireiros como o cocão, o buriti e o murmuru.

O técnico em agroecologia da Coopermogno, Joelson Ferreira, falou sobre a diversidade do uso do cocão. “O óleo do cocão pode ser usado para a produção de cosméticos, para fins medicinais e também como alimento”, garantiu. Com a casca do cocão também é produzido o carvão, com alto potencial de combustão.

A tesoureira da cooperativa Coopermogno, Maria Élida da Silva, atestou o uso do óleo na alimentação. “Com o óleo nós cozinhamos, e tudo fica uma delícia. O peixe frito fica muito bom. Com a amêndoa ainda fazemos beiju e tapioca. E ainda tem o leite. É uma riqueza”, falou.

O vice-presidente da Coopercintra, Osmarino Lagos de Souza, reafirmou o papel importante da Expoacre Juruá na divulgação dos produtos. “Mesmo que a gente não tenha uma venda expressiva dos produtos, a gente consegue fazer contatos e divulgar mais e mais. Ontem mesmo fizemos uma parceria com a Casa do Artesanato de Cruzeiro do Sul, que a partir da próxima semana vai expor e vender nossos produtos. Isso é excelente pra gente”, comentou.

A presidente da Coopfrutos, Elines Ferreira de Araújo, disse que os sabonetes tem chamado a atenção. “Já vendemos muito e conseguimos um contato para exportar nossos produtos. Espero que dê certo. É isso que a gente quer, é divulgar aqui e fora daqui também. Estamos há mais de sete anos trabalhando nessa divulgação e com certeza chegaremos ao nosso objetivo, que é conseguir explorar a floresta com responsabilidade ambiental e ainda obter uma renda justa”, falou.

Dados da produção

O Governo do Estado, através da Sema, desenvolve os Planos de Gestão conveniados que têm por objetivo fomentar as atividades agroextrativistas no estado do Acre, trazendo alternativa de geração de emprego e renda para comunidades agroextrativistas e o desenvolvimento de cadeias de valor de produtos florestais não madeireiros.

Como resultado dessa atividade, na safra 2018/2019 da Coopfrutos, de acordo com levantamento realizado pela Sema, o valor movimentado com a comercialização do óleo do buriti foi de R$ 181.847,00 e com a coleta foi de R$ 40.449,80. Foram comercializadas 4,2 toneladas do óleo do buriti e recebidas 118 toneladas pela cooperativa.

Na safra 2018/2019 da Coopercintra, o valor da comercialização da manteiga do murmuru foi de R$ 667.000,00, uma média de R$ 29,00 por quilo. Com a coleta do fruto, o valor foi de R$ 167.345,00. A quantidade de manteiga comercializada foi de 23 toneladas e a quantidade de sacas de murmuru recebidas foi de 8.550.

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