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Geral

Cooperativas terão papel essencial no novo modelo econômico do governo

Da Redação
22.01.2019 10:18
Atualizado 22.01.2019 às 12:05

O fortalecimento da economia local, com a participação fundamental das cooperativas, será um dos objetivos do Governo do Estado do Acre, por meio da Secretaria de Estado da Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict).  A pasta será uma das responsáveis pelas políticas de impulsionamento da economia no governo Gladson Cameli, que tem como uma de suas prioridades incentivar o agronegócio para fazer crescer o estado.

Conforme Ernandes Negreiros, diretor-executivo da Secretaria da Indústria, Ciência e Tecnologia, “em vários estados do país, a produção rural se origina nos pequenos, médios e grandes produtores reunidos em cooperativas”.

“Então, imaginemos unir vários empreendedores, construindo um grande armazém de grãos, por exemplo. Nesse caso, o estado não vai buscar investimentos estatais para desenvolver a iniciativa privada. Ele vai ser um parceiro, um incentivador da [economia por esse sistema]”, ressalta Negreiros, que antes de assumir o cargo no governo, era presidente da Capitalcredi, uma cooperativa de crédito que no seu início tinha como foco reunir produtores rurais do Acre.

Castanha da Amazônia produzida em cooperativa de agricultores do Acre; modelo econômico promissor (Foto: Diego Gurgel/Secom)

Hoje, a mesma cooperativa tem empreendedores dos mais diversos segmentos da economia. Segundo Ernandes Negreiros, as cooperativas de crédito, por meio da concessão de financiamento para o homem do campo, é um ramo do cooperativismo no Brasil, que por sinal, se deu a partir da união de produtores rurais do Rio Grande do Sul, em 1902. Eles contavam com recursos para alavancar suas lavouras, com mais qualidade de vida.

“O cooperativismo de crédito pode ser muito importante na concessão de financiamentos, até mesmo para os créditos emergenciais”, afirma o diretor-executivo da Seict.

Sacas de castanhas prontas para enviar ao comércio; segmento de cooperativas é promissor no estado (Foto: Diego Gurgel/Secom)

A pasta é resultado da fusão da extinta Secretaria de Desenvolvimento da Indústria, do Comércio e dos Serviços Sustentáveis, a Sedens, com a de Ciência e Tecnologia, cujo titular é o secretário Anderson Abreu. A junção faz parte do pacote de reforma administrativa do novo governo, como medida de redução dos gastos e da máquina pública.

Desde que assumiu a administração estadual, em 1º de janeiro, o governador Gladson Cameli tem visitado projetos de experiências bem-sucedidas no agronegócio, no Acre e em Rondônia, com o objetivo de colocar em prática um novo ciclo de crescimento econômico para o estado.

Forte segmento gerador de receita no país

Segundo dados da Organização das Cooperativas Brasileiras no Acre (OCB-AC), mais de um milhão de pessoas estão associadas em cooperativas agropecuárias no Brasil, que tem hoje 1.618 cooperativas.

De acordo com Negreiros, que também é conselheiro da OCB, as cooperativas agropecuárias respondem hoje por 11% do PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio brasileiro. “Esses são dados do IBGE, e em 2017, elas somaram US$ 6,1 bilhões nas exportações do setor rural do país, o equivalente a R$ 18 milhões”, afirma.

Sacas de castanhas beneficiadas em cooperativa de Rio Branco; modelo econômico é um dos mais eficientes da atualidade (Foto: Diego Gurgel/Secom)

Há ainda dois outros importantes sistemas de cooperativas no Acre. A primeira é a de contrato de mão-de-obra, as chamadas ‘atividades meios do serviço público’, e as dos pequenos e médios moveleiros. A primeira é responsável pela geração de centenas de empregos e atuam na manutenção e na conservação dos prédios do estado, por exemplo. Em todo o país, elas têm mais de 188 mil associados.

A segunda, dos moveleiros, é composta de fornecedores de móveis para atender às demandas das repartições e de fabricar cadeiras escolares para a rede pública de ensino. (Com informações da Organização das Cooperativas Brasileiras no Acre)

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