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Agronegócio

Estado e Ministério Público Federal articulam ações para combater desnutrição em comunidades indígenas

Samuel Bryan
06.09.2019 16:14
Atualizado 06.09.2019 às 17:09

Uma reunião realizada na tarde desta quinta-feira, 5, entre a procuradora regional dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal, Luciana Bogo, e representantes do Governo do Acre foi realizada para discutir a necessidade de combate à desnutrição indígena, que tem atingido principalmente aldeias da região do Alto Purus, próximas ao município de Santa Rosa do Purus.

O MPF vem acompanhando desde o ano passado a situação de aldeias em diversas regiões do estado e muitos povos indígenas não são atendidos com ações públicas para melhoria da nutrição e combate à fome, principalmente devido às poucas opções nutricionais que etnias mais isoladas e nômades possuem, resultando até mesmo no aumento da mortalidade infantil.

Governo pretende organizar plano de trabalho que reúna as características culturais para o combate à desnutrição Foto: Assessoria/Sepa

Representantes do setor produtivo do governo do Estado, além das áreas de saúde e da Fundação Nacional do Índio (Funai) estiveram reunidos para planejar ações emergenciais para melhorar essa situação de forma mais efetiva.

Segundo o secretário de Produção e Agronegócio (Sepa), Paulo Wadt, o principal diagnóstico foi a constatação de que a maior parte das aldeias atingidas sofre com o abandono de seus roçados tradicionais. A Sepa vai fazer o reconhecimento da situação e planeja de forma imediata o envio de alguns técnicos para se familiarizar com o cenário das aldeias mais críticas em Santa Rosa do Purus, um município de difícil acesso, que resultará em um plano de trabalho que reúna as características culturais para recuperar principalmente a tradição indígena do roçado.

O objetivo agora do governo será, além de auxiliar os órgãos federais na melhoria nutricional das aldeias, também associar a agricultura de subsistência a alguma agricultura comercial pensando em um possível excedente que possa ser comercializado, para que hajam recursos que seriam usados para reforçar a cadeia da proteína.

“Essa é uma situação muito triste, decorrente de uma política equivocada nos últimos anos que, assim como nas cidades gerou pobreza, falta de emprego e renda, também refletiu nos chamados povos das florestas, que se encontram hoje em uma situação delicada. O Estado reconhece a urgência dessa situação e pretende tomar todas as medidas necessárias para que esse problema seja solucionado”, conta Paulo Wadt.

O secretário ainda se prontificou a fazer uma visita a Santa Rosa do Purus até o final de outubro para conferir pessoalmente o plano de ação e ter contato com a comunidade local.

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