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Educação

Estado inicia experiência piloto para atendimento oftalmológico nas escolas públicas

Érica Torres
16.05.2019 10:08
Atualizado 16.05.2019 às 10:08

A equipe de saúde escolar da Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esportes (SEE), juntamente com oftalmologistas e técnicos da Secretaria de Saúde (Sesacre), estiveram na Escola Estadual Iracema Gomes, no bairro Calafate, para iniciar o projeto Olhar Digital. A ação foi um teste para subsidiar a realização do projeto, cujo objetivo é levar assistência e atendimento oftalmológico a estudantes de 90% da escolas estaduais nos próximos quatro anos.

O projeto atenderá alunos do Ensino Fundamental I e II e do Ensino Médio (Foto: Érica Torres/Ascom SEE)

“Os problemas de visão têm um impacto grande no rendimento escolar e contribui com a repetência ou até mesmo na evasão porque muitas vezes o estudante desconhece que existe algum problema, e a partir daí começa a se desestimular dos estudos”, relata o chefe da Divisão de Assistência e Saúde Escolar, Rutênio Sá.

Ainda segundo Sá, o mundo moderno, o uso excessivo de aparelhos eletrônicos, como tabletes, celulares, vídeo games tem trazido novos problemas para a saúde da visão, como o ressecamento dos olhos e qualquer alteração afeta tanto o rendimento quanto o comportamento, já que causa desconforto.

“Nós ficamos muito felizes com a chegada da equipe e por poder contar com esse atendimento aqui na escola, pois já estamos identificando várias situações e necessidades dos nossos alunos, especialmente entre as crianças que, na maioria das vezes, não consegue descrever o que está sentindo. Ter especialistas fazendo esse trabalho dentro da escolas dá segurança pra tratar nossos estudantes”, afirma Aldineia Andrade, coordenadora pedagógica da escola.

A meta é atender 90% das escolas estaduais ao final de quatro anos (Foto: Érica Torres/Ascom SEE)

Os exames realizados foram: Acuidade Visual, que verifica a necessidade do uso de óculos; Tonometria, que mede a pressão ocular; e o exame de Fundo de Olho, para identificar alterações na retina e outras regiões mais internas do globo ocular.

“Depois da realização desses exames iniciais na escola, caso haja necessidade de um exame mais especializado ou que precise da presença e autorização dos pais, como dilatação de pupila, por exemplo, haverá um segundo momento no atendimento, já nos hospitais ou clínicas de referência, com outros equipamentos mais especializados”, conta Sá.

A atividade piloto do projeto foi acompanhada de perto pelo secretário da Educação, Mauro Sérgio Cruz, e pelo idealizador e responsável técnico pelo projeto no âmbito da Sesacre, o médico oftalmologista Dr. Eduardo Veloso.

“A equipe da Sesacre está muito feliz por conseguir colocar em prática esse projeto, que já vínhamos buscando há algum tempo. É muito importante trazer esse atendimento oftalmológico e poder contribuir com mais qualidade de vida e sucesso escolar para os estudantes”, diz Veloso.

Equipe da Educação e da Saúde acompanham fase de testes do projeto (Foto: Érica Torres/ Ascom SEE)

“Nossa principal meta é elevar a qualidade do ensino e o nível de aprendizagem das nossas crianças, jovens e adultos. Portanto, todas as ações que vierem a contribuir para alcançarmos esse objetivo terão nosso total apoio, será nossa prioridade”, finaliza o secretário.

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