Meio Ambiente

Estudo exclui Amazônia do Zoneamento de Risco Climáticos

Da Redação
12.08.2008 16:32
Atualizado 12.08.2008 às 16:32

Relatório da Embrapa e Unicamp é apresentado no Congresso Brasileiro de Agribusiness

O 7º Congresso Brasileiro da Associação Brasileira de Agribusiness (Abag), que começou na segunda-feira, 11, em São Paulo, tem como eixo principal a sustentabilidade e os exemplos de sua aplicação. Para isso contará com a presença de pesquisadores, associações, ambientalistas, técnicos e consultores de atividades como pecuária e agroenergia.

Um dos destaques é "Aquecimento Global e Cenários Futuros da Agricultura Brasileira", o maior trabalho já feito sobre o impacto do fenômeno no país, realizado pela Embrapa e pelo Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepragi), da Unicamp. Esse foi realizado com base no relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), da ONU e a partir dos dados os cientistas puderam projetar os impactos das mudanças climáticas.

Na estimativa foi previsto que o aumento médio de temperatura será de 1, 4 grau Celsius. No entanto, também foi concluído que a temperatura subirá mais no Norte e no Nordeste. Na Amazônia, o efeito surtirá basicamente no crescimento da evapotranspiração, ou seja, perda de água por evaporação do solo e transpiração das plantas e, conseqüentemente, um aumento na deficiência hídrica.

O estudo não incluiu a Amazônia no Zoneamento de Riscos Climáticos, instrumento com base no qual foram feitas as projeções. Mesmo sendo essa uma boa notícia, os cientistas destacam sobre a importância da redução do desmatamento para conter as emissões dos gases que provocam a elevação das temperaturas. 

Sendo que já há uma nítida redução dos focos de calor, no estado do Acre, desde o estabelecimento das licenças ambientais e de ampla fiscalização por parte das secretarias envolvidas. Lembrando também que após a apreciação da recomendação feita pelo MPE pelo Governo do Estado, está estabelecida a proibição de queimadas ambientais. 

A análise das regiões enfatiza que o Nordeste é a que mais perde com a transformação do semi-árido em árido e do Agreste em Semi-Árido. Por isso, a questão da sustentabilidade é vista como solução, um dos autores do estudo Eduardo Assad afirma que para o agronegócio são necessárias "soluções a médio e longo prazo para minimizar o problema", sugerindo como principal ferramenta a adoção de práticas que impeçam o avanço do desmatamento para a abertura de novas áreas para o plantio.

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