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Segurança

Final de campeonato de futebol é realizada no presídio feminino de Rio Branco

Elenilson Oliveira
31.07.2019 21:17
Atualizado 01.08.2019 às 16:31

O sol ainda castigava o solo quando as duas equipes entraram em campo na tarde desta quarta-feira, 31. Era a final do primeiro campeonato de futebol realizado pela Unidade Penitenciária Feminina de Rio Branco. Alamanda e Camélia, com muita garra e força de vontade, disputaram o troféu no último jogo do campeonato.

Longe de uma realidade profissional, as reeducandas disputaram o jogo em dois tempos de 25 minutos de bola no pé, sorriso no rosto e diversão. As chuteiras foram substituídas pelos pés descalços, mas que não impediram a brincadeira saudável e educativa com a presença dos familiares das finalistas.

Os times Alamanda e Camélia disputaram a grande final Foto: Elenilson Oliveira

A diretora operacional, Valéria Santos, disse que esse tipo de atividade dentro das penitenciárias, trabalha a parte recreativa e ressocializadora. “É uma atividade eminentemente educativa, pois trabalha com regras que auxiliam na convivência entre os apenados”, afirmou.

Segundo ela, eventos dessa natureza têm a tarefa de aliviar a tensão pela qual as presas passam devido ao encarceramento. “Ao passo em que elas estão participando de uma atividade esportiva e de lazer, com certeza retornarão para o pavilhão com a tensão física, emocional e psicológica diminuída”, disse.

De acordo com o diretor da unidade, Marcelo Lopes, ao longo do campeonato, nenhum tipo de problema foi registrado no que diz respeito à disciplina das reeducandas. “Isso serve de incentivo para que as presas entendam que se elas tiverem um bom comportamento, é possível realizar momentos como este para que elas possam se confraternizar entre elas e as famílias”, afimou.

Campeãs

O primeiro campeonato foi realizado com seis times e envolveu mais de 50 presas diretamente. Foram dez jogos até a final, que teve como vencedor, o time do pavilhão Camélia. Para a representante do time, Joana Araújo, fica o sentimento de gratidão e a garra de todas que participaram. “Tivemos vários jogos até chegar nessa final e graças a Deus saímos com a vitória. Foi difícil chegar até aqui, mas todas somos vencedoras”, afirmou.

O time Carmélia venceu por 4 a 3 Foto: Elenilson Oliveira

Artilharia

A artilheira Andressa Silva de Alencar relembrou a trajetória durante o campeonato. “No começo foi muito difícil porque foram várias barreiras que a gente teve que enfrentar contra o time adversário, mas que a gente batalhou muito para conseguir ganhar o jogo hoje. Eu estou muito grata por tudo isso que o presídio está realizando. Isso mostra que as pessoas que estão aqui dentro também têm o seu valor”, destacou.

Andressa Silva de Alencar recebeu a medalha de artilheira do campeonato Foto: Elenilson Oliveira

Melhor Goleira

Janete Patrícia Souza dos Santos recebeu a medalha de melhor goleira e disse estar muito feliz com a oportunidade dada pelo presídio. “Através de muito treino no solário, eu fiz uma boa competição e estou muito orgulhosa de receber esse prêmio de melhor goleira que eu dedico a todas as minhas parceiras do pavilhão Alamanda”, ressaltou.

Janete Patrícia Souza dos Santos recebeu a medalha de melhor goleira Foto: Elenilson Oliveira

Embora não tenha sido campeã, ela destacou que participar da competição já foi uma grande vitória. “Nós jogamos com pessoas experientes que já jogaram muita bola antes, como as nossas adversárias de hoje. Já nós, estamos começando agora e mesmo assim eu me sinto uma vitoriosa. Parabéns ao time vencedor e parabéns a nós pelo segundo lugar”, concluiu.

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