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Geral

Fundação Elias Mansour avalia reformar museus e casas de cultura no Acre

Alessandro Silva
31.01.2019 19:21
Atualizado 01.02.2019 às 17:43

O diretor-presidente da Fundação Elias Mansour (FEM), Manoel Pedro de Oliveira Gomes, acompanhado do diretor-administrativo da instituição, Francisco Generoso, iniciaram nesta semana uma série de visitas aos espaços que fazem parte da Fundação no estado. Entre eles o da Biblioteca Pública, o do Museu Sala Memória de Porto Acre, e o da Casa dos Povos Indígenas do Acre.

O objetivo é ver de perto a situação de cada espaço de cultura do estado e conhecer o quadro de funcionários destes, para avaliar como será desenvolvido os trabalhos para receber o público e o seu funcionamento.

Manoel Pedro Gomes, da FEM, com promotores de cultura e funcionários de museus e da Biblioteca Pública (Foto: Edson Brunno/Secom)

“Nestas visitas, temos constatado que há anos a cultura do Acre se encontra abandonada, o que é refletido nos prédios e em suas estruturas, que se encontram precárias e insalubres para o atendimento ao público. Impraticáveis até mesmo como ambiente de trabalho para estes tão valorosos servidores”, destaca Oliveira Gomes.

Durante visita realizada na Biblioteca Pública, o diretor-presidente da FEM conversou com os servidores do quadro e expôs a todos as metas e os desafios da nova direção à frente da cultura do Acre, ressaltando a importância da biblioteca aos milhares de alunos da rede pública e universitários que usam o espaço como base de apoio aos estudos.

“A Biblioteca tem um papel muito importante para nossos alunos, em especial os universitários que passam boa parte do tempo usando o espaço para estudos e para a comunidade em geral, que encontram aqui os recursos didáticos necessários”, frisou.

Em Porto Acre, ele visitou um dos mais importantes espaços culturais, e um memorial para a história do povo Acre, que é o Museu Sala Memória de Porto Acre. O local abriga vários artigos históricos importantes da época da Revolução Acreana.

“Porto Acre é o berço da Revolução Acreana, e esta sala é uma das mais importantes para a memória de nossa gente. Por isso, é triste ver como se encontra este espaço hoje”, lamenta Manoel Pedro Gomes.

Cultura indígena será preservada e valorizada

Na Casa dos Povos Indígenas, Manoel Pedro conversou com alguns servidores e reafirmou seu compromisso com a cultura indígena, ressaltando que buscará fortalecer ainda mais a relação entre a Fundação Elias Mansour e os povos indígenas do Acre.

Manoel Pedro Gomes, da FEM, com promotores de cultura e funcionários de museus e da Biblioteca Pública (Foto: Edson Brunno/Secom)

“Sei da importância da cultura indígena para o Acre, porque eles fazem parte ativa de nossa história e da nossa cultura. Sem sombra de dúvidas, irei buscar fortalecer e dar condições para que a cultura indígena não seja jogada na lata do lixo ou apagada de nossas vidas”, pontuou o diretor-presidente da FEM.

Segundo ele, o próximo passo será marcar uma agenda com o secretário de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano, Thiago Caetano, para mostrar a realidade estrutural dos prédios e buscar uma parceria para a reforma e a recuperação dos espaços.

Museu da Revolução Acreana, em Plácido de Castro; local deverá passar por uma reforma (Foto: Edson Brunno/Secom)

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