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Governo

Gladson aproveita agenda nos EUA e mantém reuniões com ministros brasileiros

David Casseb
16.05.2019 13:18
Atualizado 16.05.2019 às 15:00

O governador Gladson Cameli, cumprindo agenda nesta quinta-feira, 16, em Dallas, nos Estados Unidos, aproveitou para manter reunião com diversas autoridades brasileiras, entre elas os ministros do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Augusto Heleno, da Economia Paulo Guedes,  e com o presidente da Caixa Econômica federal, Pedro Guimarães.

Na reunião com o ministro Augusto Heleno, Gladson Cameli pediu sua intervenção para solução do problema com as pistas de pouso dos municípios Marechal Thaumaturgo, Jordão, Santa Rosa e Porto Valter.

Gladson explicou ao general os mesmos argumentos que levou à Secretaria de Aviação Civil (SAC), que os aeródromos estão em áreas isoladas do Estado e que não permitem o deslocamento da população por estrada. As pistas, disse Cameli ao general, podem provocar acidentes com vítimas fatais, devido à total precariedade em que se encontram. Uma solução definitiva sugerida pelo governador é a concretagem das pistas.

Além disso, o governador alertou, ainda, que os municípios de Santa Rosa do Purus e Marechal Thaumaturgo estão localizados na fronteira com o Peru, região de tráfico de drogas, problema este que se estende para os demais municípios da região, como Porto Walter e Jordão.

“A falta de pistas de pouso com infraestrutura adequada prejudica a fiscalização e o combate ao tráfico”, ressaltou Cameli, lembrando os consequentes problemas, como a violência.

Economia

Gladson detalhou a situação econômica do Estado (Foto: cedida)

Na reunião com o ministro da Economia, Gladson Cameli relatou o cenário econômico do Estado do Acre, pedindo uma atenção especial para que a situação possa ser revertida. Entre os principais problemas elencados pelo governador ao ministro, está o não cumprimento do percentual de gasto da educação em 25 por cento; o não pagamento integral da folha do 13º dos servidores públicos, referente a 2018; não cumprimento do teto de gastos acordado com a STN; previsão para 2019 de Déficit Previdenciário no valor de R$540 milhões; restos a pagar em mais de R$ 130 milhões, sem disponibilidade financeira, já que o saldo em caixa encontrado em 2 de janeiro foi de um pouco mais de R$ 8 milhões e, diversas despesas realizadas sem o reconhecimento, ou seja, despesas realizadas sem prévio empenho, estimadas até o momento em mais de R$ 250 milhões.

Gladson Cameli pediu, então, ao ministro para que o governo Federal possa agilizar projetos e programas em andamento, a exemplo dos Contratos de Financiamento Mediante Abertura de Credito n° 11.2.1173.1 (PIDS V- Programa Integrado de Desenvolvimento Sustentável do Estado do Acre), e Contrato de Financiamento Mediante a Abertura de credito N° 12.2.1318.1 (Proinveste), que efetivaram pagamentos superiores ao aprovado junto ao BNDES, em ações comprovadamente executadas.

Tal feito, explicou o governador, culminou em inconformidade na execução dos contratos, e por consequência a aplicação de sanções pelo Banco, que solicitou ao Estado a devolução diretamente às contas específicas dos contratos, no montante de R$ 95.552.713,22, sendo: R$ 40.700.203,20 (PIDS V) e R$ 54.852.510,02 (Proinveste).

Além disso, o governador solicitou ao Ministro da Economia, Paulo Guedes, que autorize a renegociação de dívidas do estado com união e bancos para permitir uma redução das parcelas em 2019/2020 bem como a ampliação dos prazos para pagamento das amortizações. Por fim, pediu ainda que o Estado do Acre não seja penalizado pelo descumprimento do teto de gastos em 2018, que ultrapassou os R$ 200 milhões.

Ainda durante a manhã, o governador Gladson Cameli se reuniu com o presidente da Caixa Econômica Federal e reiterou o pedido para que os empréstimos realizados pelo governo anterior por intermédio do Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa), sejam revistos. Com o refinanciamento autorizado pela Caixa, os juros cairão substancialmente, trazendo uma economia importante para os cofres públicos investirem em outras áreas essenciais à população.

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