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Educação

Governo entrega Escola Agnaldo Moreno à comunidade

Stalin Melo
16.04.2019 15:50
Atualizado 16.04.2019 às 15:51

Uma escola novinha em folha, reformada e ampliada. Foi assim que o governo do Estado, por meio da Secretaria de Educação, Cultura e Esportes (SEE), entregou e reinaugurou a escola Agnaldo Moreno, localizada no km 20 da Estrada do Quixadá (Ramal Boa Água, km 4).

Uma nova pintura, ampliação de alguns espaços, construção de uma nova sala de aula, reestruturação da cantina, calçamento e troca do telhado é parte dos serviços realizados para garantir uma melhor qualidade de ensino. Com 16 anos de existência, a escola funcionava em uma pequena estrutura na estrada do Quixadá.

Secretário Mauro Cruz (SEE) destacou a política educacional do governador Gladson Cameli.
Foto: Mardilson Gomes

Antes da revitalização do espaço, a escola se chamava Marilena Mansour e foi repassada pelo município ao governo do Estado. Esta, agora, funciona próximo ao posto de saúde Eduardo Assmar, no bairro 15, no Segundo Distrito de Rio Branco.

Da reinauguração da escola participaram o secretário de Educação, professor Mauro Sérgio Cruz, o diretor da escola, professor Ricardo Oliveira, o diretor de ensino rural da SEE, Carlos Mota e o médico oftalmologista Renaldo Moreno, filho de Agnado Moreno, que empresta o nome à escola.

Agora, a escola passará a funcionar com sete salas de aula, atendendo 236 anos nos dois turnos de ensino (manhã e tarde), nos ensinos Fundamental I e II. Na reforma e ampliação foram gastos mais de R$ 500 mil, investimentos que incluem, também aquisição de mobiliário, completamente novo.

Ela atende diversas comunidades ao longo da Estrada do Quixadá, como Boa Água, Santa Clara, Limoeiro, Pirangi, Colibri e Bagaço. Para o diretor, Ricardo Oliveira, a reforma é a “concretização de um sonho que vai ajudar a concretizar as metas do governo no que diz respeito ao Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb)”.

Escola Agnaldo Moreno atende 236 crianças nos ensinos Fundamental I e II.
Foto: Mardilson Gomes

Além da reforma, a escola também foi contemplada com um ônibus escolar completamente novo. Por isso, como os alunos farão a prova do Ideb pela primeira vez este ano, a meta é superar a projeção do Ministério da Educação (MEC), que este ano é de 3,6. “Nossa equipe vai trabalhar para que a gente possa alcançar 5,2 já para o ano de 2019”, explicou.

Uma política de governo

Durante a reinauguração da escola Agnaldo Moreno, o secretário de Educação, professor Mauro Cruz, fez questão de destacar o esforço do governador Gladson Cameli em revitalizar as escolas rurais, pois isso faz parte da política de governo, que é melhorar as condições e a qualidade do ensino.

Escola atende alunos de várias comunidades do Quixadá.
Foto: Mardilson Gomes

Informa que ao todo o Estado possui 444 escolas rurais e o trabalho é revitalizar todas que necessitarem de cuidados. “Nesta escola, em particular, a recebemos em condições muito precárias, mas hoje estamos com 7 salas de aula, todas climatizadas, com bancos novos e funcionários lotados aqui fazendo um trabalho diferenciado”, disse.

“Somente assim vamos conseguir levar cidadania a todos aqueles que estão longe das cidades e, com isso, as crianças poderão cada vez mais serem incluídas dentro desse projeto de valorização do ensino em nosso Estado”, afirmou.

Escola Boa Água

Quem participou e comemorou a reinauguração da escola foi o morador José Francisco de Lima, mais conhecido pelos vizinhos e na própria comunidade como Zé Balela. Morador do Boa Água há 30 anos, chegou na localidade no dia 10 de fevereiro de 1989. Ele lembra da antiga escolinha que funcionava no local.

Seu Zé Balela ao lado do que era a antiga escola da comunidade.
Foto: Stalin Melo

“Era uma pequena construção, de paxiúba e chão batido, que abrigava  45 alunos e funcionou até 2003, quando aqui passou a ser Projeto de Assentamento e também a administração passou para a prefeitura”.

Nessa época, lembra ele, as condições de infraestrutura eram muito precárias. Lembra que para os materiais (inclusive merenda) chegar à escola eram embarcados no porto próximo ao centro da cidade e vinha de canoa até o Quixadá. “De lá esses materiais eram embarcados em carroças e trazidos para cá”, lembra.

Sobre a atual escola ele faz questão de elogiar tanto a direção quanto o novo modelo que, segundo ele, “melhorou muito, agora a escola terá mais condições e o diretor faz um trabalho maravilhoso”.

 

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