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Governo

Governo implanta Núcleo de Capacitação Profissional para reeducandos do Sistema Penitenciário

Elenilson Oliveira
11.04.2019 7:28
Atualizado 11.04.2019 às 7:38

O Governo do Estado do Acre, por meio do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) e da Secretaria de Estado de Industria, ciência e Tecnologia (Seict), realizou na tarde desta quarta-feira, 10, a assinatura do termo de cooperação técnica que visa a utilização do antigo Polo Moveleiro Estado do Acre. No local, será implantado o Núcleo de Capacitação Profissional em Tecnologias e Usinagem em Madeira.

A parceria disponibiliza ao Iapen uma estrutura capaz de atender a demanda de capacitação técnica e profissionalizante aos reeducando dos regimes semiaberto, aberto e monitorados. O espaço também será utilizado pela equipe do Núcleo de Apoio ao Servidor Penitenciário (Nasp), setor responsável pelo acompanhamento biopsicossocial dos servidores do Iapen.

O secretário de Indústria, Ciência e Tecnologia, Anderson Lima, explicou que a parceira gera grandes benefícios sociais e transforma a vida dos apenados por meio da profissionalização. “Nós vamos levar eles para o mercado de trabalho. Vamos transformar esse ambiente em um espaço de negócios. Nós pegamos uma estrutura que estava parada e vamos transformar em um espaço de formação”, disse.

Secretário de Ciência e Tecnologia, Anderson Lima e o presidente do Instituto de Administração Penitenciária, Lucas Gomes, durante assinatura do termo que possibilitou parceria (Foto: Elenilson Oliveira/ Ascom Iapen)

O presidente do Iapen, Lucas Gomes, ressaltou que a assinatura do termo encerra os primeiros 100 dias de gestão com um ato significativo para a instituição. “Estamos inaugurando esse local, que será um espaço de trabalho e de aperfeiçoamento profissional dos nossos reeducandos, como também de saúde, por meio do Nasp que deverá aperfeiçoar ainda mais o atendimento aos servidores do nosso instituto”, afirmou.

De acordo com a juíza de direito da Vara de Execuções Penais, Luana Campos, é necessário pensar a pena em seu terceiro caráter que é a ressocialização e não apenas no caráter de retribuição pelo crime praticado ou no caráter exemplar, para que o apenado sirva de exemplo. “Nós precisamos colocar o apenado em cursos profissionalizantes, para que ao sair do Sistema ele possa de alguma forma voltar ao mercado de trabalho e produzir algo”, disse.

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