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Economia

Major Rocha visita embaixador do Peru para tratar sobre encontro de governadores

David Casseb
31.05.2019 15:35
Atualizado 31.05.2019 às 16:09

O vice-governador do Acre, Major Rocha, fez nesta sexta-feira, 31, em Brasília, uma visita de cortesia ao embaixador do Peru, Javier Yépez, para tratar dos ajustes finais sobre o encontro entre governadores do Brasil e Peru, que acontecerá entre os dias 10 a 14 de junho. Na visita ao embaixador estiveram presentes também o representante do Acre em Brasília, Ricardo França e o deputado Estadual Luiz Gonzaga (PSDB). O Encontro de Lima definirá a agenda oficial do encontro dos presidentes do Brasil e Peru, que deverá acontecer em novembro no Acre.

Os governadores do Acre, Rondônia e Amazonas se reunirão com os governadores peruanos de Loreto, Ucayali e Madre de Dios para apresentarem planilhas de produção e perspectivas de comércio entre os países.

A tratativa de comércio entre o Brasil e o Peru vem sendo feita por uma comissão do governo e parlamentares, envolvendo ainda técnicos de diversas áreas. O objetivo é que as melhores propostas de cooperação comercial e de turismo sejam colocadas nas mesas de negociações para o desenvolvimento comum dos interessados. A Representação do Estado em Brasília vem sendo, inclusive, o elo entre a comissão e o embaixador do Peru no Brasil, agilizando as agendas entre as autoridades envolvidas.

A tratativa de comércio entre o Brasil e o Peru vem sendo feita por uma comissão do governo e parlamentares, envolvendo ainda técnicos de diversas áreas. (Fotos: David Casseb)

“Vi de perto a qualidade dos diversos produtos que eles produzem na região de Arequipa e percebemos que os peruanos querem vender para o Brasil. Um exemplo disso é o alho, que percorre mais de três mil quilômetros para abastecer o mercado do Acre, Rondônia e Amazonas. Importando direto do Peru, vamos reduzir a distância pela metade. Além do preço”, argumentou Rocha.

Rocha também comentou sobre a possibilidade de acordos do governo do Acre com o governo federal para que alguns serviços necessários nas fronteiras, como barreiras fitossanitárias, sejam feitas por pessoal do governo do estado. São consideradas barreiras fitossanitárias quando um país impede a entrada de um produto alegando contaminação biológica de plantas ou animais.

Rocha explicou ainda que outro fator extremamente positivo para a consolidação de acordos comerciais, é a abertura do porto peruano para atender os interesses comerciais do Brasil com a Ásia, sobretudo a China. “Abre-se um caminho para que este percurso seja reduzido em até 15 dias na comparação com a tradicional rota realizada por meio dos portos do Sul e Sudeste do país”, explicou.

O embaixador do Peru Javier Yépezse, disse que estava bastante otimista com o andamento das reuniões. “Esperamos que muito em breve seja uma realidade essa integração entre dois povos irmãos, com a abertura comercial e incentivo turístico da Região Norte do Brasil com o Peru”, completou.

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