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Economia

No Acre, déficit acumulado reforça necessidade de Reforma da Previdência

Samuel Bryan
06.06.2019 17:17
Atualizado 06.06.2019 às 17:17

Em entrevista na manhã desta quinta-feira, 6, o presidente do Instituto de Previdência do Estado do Acre (Acreprevidência), Francisco Assis, revelou que o estado acumula nos primeiros cinco meses do ano um déficit de R$ 207 milhões na área. Para o ano de 2019, o déficit está programado em R$ 540 milhões.

Para o ano de 2019, Francisco Assis (E) revelou que o déficit está programado em R$ 540 milhões (Foto: Samuel Bryan/Secom)

O número fica ainda mais preocupante quando ele é comparado ao próprio orçamento do Estado para todo o ano de 2019, que gira em torno de R$ 6 bilhões, sendo assim necessário aplicar mais de meio bilhão desses recursos para tapar o rombo da previdência no Acre.

Para Francisco Assis, esse é um quadro que denota o porquê do governador Gladson Cameli ser um dos maiores defensores da Reforma da Previdência proposta pelo Governo Federal e que deve ser votada nos próximos meses, incluindo estados e municípios de forma unificada.

“O governo do Acre é favorável à reforma para que possamos ter mais recursos para investimentos com geração de emprego e renda. E se o texto não for aprovado para estados e municípios, será necessário fazer uma reforma estadual”, conta Francisco Assis.

Segundo os cálculos do governo federal, haverá uma economia na previdência de R$ 1,2 trilhão com a reforma em dez anos. Só o Acre economizará cerca de R$ 3 bilhões em três anos.

Enquanto o projeto ainda é discutido em âmbito federal, o Acreprevidência, assim como o INSS, tem reforçado medidas contra fraudes em benefícios, como a obrigatoriedade da atualização cadastral no mês do aniversário.

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