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Expoacre 2019

No Espaço do Agronegócio, expositores do Vale do Juruá relatam bons resultados da feira

Samuel Bryan
01.09.2019 22:08
Atualizado 01.09.2019 às 22:11

Nem só de farinha e biscoitos de goma vive a fama do setor produtivo do Vale do Juruá. E o setor Espaço do Agronegócio, organizado dentro da Expoacre Juruá 2019, foi a prova definitiva disso, onde 14 expositores entre empresas consolidadas, associações e cooperativas mostraram seus produtos, fecharam negócios e se tornaram um sucesso da feira.

Projeto do camarão de água doce é uma das grandes apostas de empresário do Juruá Foto: Marcos Vicentti/Secom

Já na entrada, as pessoas eram surpreendidas com uma novidade que se prepara para chegar ao mercado do Juruá em breve: o camarão de água doce. Iniciativa vinda da tradicional Piscicultura Sol Nascente, que atua há 29 anos em Cruzeiro do Sul abastecendo toda a região principalmente com peixes do tipo Pintado e Tilápia.

O empresário Raimundo Costa conta que as larvas do camarão de água doce vieram da Paraíba e que agora que chegaram à maturidade, e espera que se reproduzam adequadamente no clima da região. Se conseguir o feito, o mercado se abre e Cruzeiro do Sul receberá o primeiro laboratório de camarão da região Norte.

“Eu imagino que o Acre pode consumir pelo menos três toneladas de camarão de água doce por mês. Aqui na feira eu até recebi gente do governo mesmo pedindo para eu expor na feira de Sena Madureira, para levar o nosso peixe e quem sabe o camarão para o mercado daquela região também”, conta o empresário.

Já do outro lado do Espaço do Agronegócio, ficou o produtor Luciano Fontana. Gaúcho, mas morando no Acre há 20 anos, ele sempre achou curioso o costume acreano de tratar mel mais como remédio do que como alimento. E buscando mudar essa realidade, depois de muitas experiências, resolveu criar a Apimel, sua própria criação de abelhas para o comércio do produto.

A Apimel quer enraizar a ideia do mel como um alimento no Acre Foto: Pedro Devani/Secom

Trabalhando com a temida abelha africanizada com ferrão, Luciano vai até mesmo em casas de pessoas que encontram colméias e as recolhe para fortalecer sua criação, chegando a dividir o mel colhido, ainda que todos considerem um favor. Com 20 caixas de abelha hoje, ele espera chegar até o final do ano com 40 e pela primeira vez leva o produto para uma feira.

“É colocar na cabeça do povo que o mel é alimento e eu estou com altas expectativas. Três pessoas já me procuraram para montar apiários em suas propriedades. E ano que vem eu quero ir muito além, quem sabe umas 50 caixas de abelha já”, destaca o gaúcho de alma acreana.

Associações e cooperativas

Outro destaque do espaço foi a presença da Associação de Mulheres Trabalhadoras Rurais Unidas por Liberdade, Humanidade e Amor (Amuralha), vinda direto de Rodrigues Alves. Representando 48 associados, levaram para a feira sabonetes feitos com produtos naturais, oriundos do murmuru, buriti, açaí, andiroba, patauá e copaíba.

Nataires Ferreira, presidente da Associação, conta que os insumos comprados para a fabricação dos sabonetes vem de mais duas cooperativas da região e que hoje contam com uma estrutura completa para a fabricação dos sabonetes em parceria com o governo, se organizando para entrarem de vez no mercado.

Sabonetes naturais produzidos por mulheres de Rodrigues Alvez ganham espaço na feira Foto: Pedro Devani/Secom

“É nossa primeira vez na feira, a recepção está ótima, estamos tendo bons resultados e o mais importante, fazendo contatos, pois precisamos de capital de giro para fortalecer nosso negócio”, relata a presidente.

E vindos de um dos municípios de difícil acesso do Acre, os representantes da Cooperativa Sonhos De Todos (Coopersonhos), apresentaram um dos produtos mais famosos de Marechal Thaumaturgo: o feijão.

A cooperativa industrializa o produto colhido por 53 cooperados no município e já se tornou uma referência em qualidade de feijão em todo o Acre com um sucesso de vendas na feira e apresentando novidades, como a compra de um secador para a indústria.

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