Meio Ambiente

O pomar do capitão

Da Redação
02.06.2008 14:15
Atualizado 02.06.2008 às 14:15

Numa área de 4,6 hectares, o oficial da Revolução Acreana Círiaco Joaquim  plantou uma rica coleção de espécies amazônicas

O Parque Capitão Círiaco é um grande pomar plantado no coração da parte mais antiga de Rio Branco, o Segundo Distrito. Primeiramente, surgiu como um reserva de seringueiras nativas, depois, com a chegada de um dos líderes da Revolução Acreana, o Capitão Círiaco Joaquim de Oliveira, ganhou várias outras espécies da flora amazônica. Outras pessoas também colaboraram para a formação do pomar existente hoje no parque.

O levantamento realizado pela Fundação Garibaldi Brasil já identificou espécies frutíferas como mangueiras, castanholeira, açaí solteiro e de touceira, abiu, ouricuri, cajazeira,  pitangueira, cacaui, bacaba, apuruí. Mas não é só: o pomar do  Capitão tem também sapotá, copaíba, macucu, pama, murmuru, pracuúba, apuí da folha fina, estalador, embaúba, acariquara, genipapo, munguba, jaci, ingá-ferro, envireira, samaúma verdadeira, samaúma cetim e cupuaçuzeiro.

O pomar só aumenta o valor histórico do Parque, localizado em uma área de 4,6 hectares hoje utilizados como sede da FGB dotado de equipamentos de esporte, cultura e lazer. A área foi transformada, em agosto de 1994 em  espaço de proteção ambiental.   As seringueiras do Capitão Círiaco garantiram o sustento de várias gerações de famílias extrativistas. O levantamento da flora do parque faz parte do projeto Musealizando o Seringal, conduzido pela Prefeitura de Rio Branco em parceria com o Governo do Estado.

{gallery}capitao_ciriaco{/gallery}

Mais notícias