Pequenos negócios comunitários são alternativa de renda para famílias

Pequenos negócios contemplam famílias até de municípios mais distantes (Foto: Sérgio Vale/Secom)

Por meio da Secretaria de Pequenos Negócios (SEPN), o governo do Estado tem a meta de alcançar até 2018, pelo menos 30 mil famílias de baixa renda que possam ter no próprio negócio a complementação da renda da família. Os investimentos em empreendimentos coletivos têm sido fundamentais para cumprir esse propósito, beneficiando dezenas de famílias de uma só vez.

O programa de incentivo ao empreendedorismo gerido pela SEPN já beneficiou em cinco anos cerca de 23 mil famílias no Acre, até nos municípios mais distantes. Os investimentos de R$ 33 milhões injetados até o momento contemplam empreendimentos individuais e de economia solidária, quando há a organização de grupos de famílias.

Como demonstração de que esses investimentos estão movimentando a economia no estado, este ano o governo certificou 500 casos de empreendimentos de sucesso.  O último monitoramento realizado pela instituição deu conta de que esses empreendedores possuem renda de, pelo menos, um salário mínimo.

Na ocasião, o governador Tião destacou que um dos desafios da gestão é conscientizar as comunidades de que vale a pena apostar em organizações, como associações e cooperativas. “A microeconomia gera efeitos grandiosos. Além de despertamos as pessoas para o empreendedorismo que gera a autoconfiança, queremos gerar a consciência da importância das cooperativas, dos grupos, dos movimentos sociais”, frisou.

Cozinhas industriais

Exemplos de projetos coletivos em execução são as cozinhas industriais comunitárias. A primeira das três já está em pleno funcionamento no bairro Novo Horizonte, em Rio Branco, e as demais serão inauguradas em breve pela secretaria.

As cozinhas têm capacidade para gerar renda para até 20 famílias que não possuam vínculo formal de trabalho e que se encaixam em programas sociais. O projeto recebeu o investimento de mais de 1,8 milhão para capacitações, estrutura da obra e em equipamentos tecnológicos, resultado de convênios do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Ministério do Trabalho (MT) e contrapartida do Estado.

Cozinha do Novo Horizonte foi a primeira inaugurada, em dezembro de 2016 (Foto: Angela Peres/Secom)

Já as panificadoras comunitárias para casas terapêuticas que trabalham com a recuperação de dependentes químicos são parte do projeto de ressocialização.

A primeira das três estruturas foi inaugurada neste mês, na Casa de Recuperação Reconstruindo Vidas Para o Reino de Deus, no bairro Irineu Serra. Foram entregues equipamentos de panificação, como fogão e forno industrial, refrigeradores, computadores, balanças e motos para a realização de entregas.

A meta é ajudar mais 700 famílias de reeducandos com empreendimentos da economia solidária, como uma oportunidade de melhoria de vida.

O início dos resultados

Coordenadora destaca que o apoio recebido foi fundamental para o grupo (Foto: Angela Peres/Secom)

No bairro Novo Horizonte, a experiência com o fornecimento de alimentação já anima as famílias envolvidas.

Com opções para almoço e jantar, o cardápio parece ter agradado a clientela, que começa a se fidelizar. “Ainda estamos começando, mas já é possível ver os resultados, e só tende a melhorar”, pontua a atual coordenadora da cozinha, Leoneide Fonseca.

O serviço de entrega de marmitas também foi uma iniciativa que tem motivado o grupo.

“Começamos apenas com sessenta reais para investir e graças a Deus todos os dias temos conseguido atender os pedidos. Só temos a agradecer o apoio que estamos recebendo da secretaria”, completa.

No local são servidos três tipos de pratos diariamente para almoço a R$ 6,99 e sopa e panqueca no jantar.

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