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Segurança

Polícias fazem revistas nos três maiores presídios do Acre e fecham cerco contra o crime organizado

Lilia Camargo
05.01.2019 10:00
Atualizado 05.01.2019 às 10:19

Os três maiores presídios do Acre foram alvos de uma megaoperação das polícias contra o crime organizado, nas primeiras horas de sexta-feira, 4. Revistas nas celas apreenderam farta quantidade de celulares, estoques, bebidas alcoólicas e entorpecentes nas penitenciárias Francisco de Oliveira Conde, em Rio Branco, no complexo penitenciário Manoel Nery, de Cruzeiro do Sul, e no complexo prisional do Quinari, em Senador Guiomard.

As ações são parte de um planejamento coordenado pela nova gestão da Secretaria de Estado de Segurança Pública, cujo objetivo maior é prevenir, desarticular e combater o crime organizado, dentro e fora dos presídios estaduais.

Segundo o diretor presidente do Instituto de Administração Penitenciária, o Iapen, Lucas Bolzoni, em Rio Branco, a operação concentrou esforços no pavilhão “A”, do Francisco de Oliveira Conde, onde estão alojados integrantes de uma organização criminosa com maior grau de perigo dentro da penitenciária. Para se ter ideia do problema, num espaço onde caberiam somente 190 detentos, existem hoje 700 presos.

Homens das forças especiais da Polícia Militar se preparam para entrar no presídio Francisco de Oliveira Conde, uma das penitenciárias que passou por uma revista, nesta sexta-feira (Foto: Evandro Derze/Secom)

“Trata-se de uma ação do Sistema Integrado de Segurança Pública com o objetivo de resgatar a sensação de segurança e evitando que presos tenham qualquer tipo de contato com o meio externo, provocando crimes ou tentando até mesmo fugir do sistema penitenciário”, afirmou Bolzoni.

Participaram da revista policiais militares, civis em cumprimento de mandados, homens do Corpo de Bombeiros, do Canil da Polícia Militar, do Batalhão de Operações Especiais, o Bope, e os próprios agentes penitenciários.

Celulares foram apreendidos dentro das celas, de onde detentos se articulavam com comparsas fora, para cometer crimes (Foto: Evandro Derze/Secom)

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