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Segurança

Premiação de reeducandos marca início das aulas no Sistema Prisional

Elenilson Oliveira
09.04.2019 11:35
Atualizado 09.04.2019 às 16:00

A educação é uma das principais formas de transformação de realidades. E é utilizando essa forte ferramenta que o Governo do Estado do Acre, por meio do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), tem auxiliado no processo de reintegração social da população privada de liberdade. A prova disso, foi a premiação de três reeducandos no concurso de redação da Defensoria Pública da União (DPU), edição 2018, que aconteceu nesta segunda-feira, na Unidade Penitenciária do Quinari.

Adriano Silva do Nascimento, Valcir de Oliveira Almeida e Erlisson da Silva Santos ficaram em primeiro, segundo e terceiro lugar, respectivamente, no concurso que teve como tema a “Promoção dos direitos humanos e a garantia do acesso à justiça”. A premiação marcou o início do ano letivo de 2019 no Sistema Penitenciário Acreano.

O defensor público chefe da DPU em Rio Branco, Matheus Alves do Nascimento, afirmou que ver o esforço dos alunos do Sistema Prisional, em mudar suas situações e poder escrever sobre uma nova perspectiva de efetivação dos direitos humanos é gratificante. “A Defensoria Pública está aqui permitindo que esses alunos possam expor seus sentimentos, a vontade de mudar sua própria vida e a vontade de que haja justiça e igualdade para todos”, disse.

Primeiro colocado no concurso, Adriano Silva do Nascimento disse que já havia participado outra vez, mas que tinha dito para a professora que na segunda tentativa iria ganhar. Foram horas de muito estudo e de maior esforço possível para conseguir. “O estudo está acima de tudo. Se não tiver estudo, não tem nada. Esse é um incentivo a mais”, ressaltou.

A premiação marcou o início do ano letivo de 2019 no Sistema Penitenciário Acreano (Foto: Elenilson Oliveira/Asscom Iapen)

“Não posso perder essa oportunidade. Essa é uma oportunidade única”, afirmou o reeducando José Carlos Souza, que aos 38 anos tem a sua primeira chance de estudar. Ele afirmou que este é um momento de sonhar de novo. “Como eu não tenho estudo, hoje eu tive essa oportunidade de, mesmo preso, tentar dar um pouco de mim e aprender a ler e escrever e sair daqui com algum nível de estudo”, disse.

A gerente operacional do Iapen, Valéria Santos, explicou que a educação nos presídios do Acre é realizada em parceria com a Secretaria de Estado de Educação, com aulas ministradas dentro das unidades prisionais. “Esse ano, especificamente dentro da Unidade Penitenciária do Quinari, nós aumentamos a oferta de 60 para 80 vagas, dividida em quatro turmas. E nós vamos totalizar uma somatória de 300 vagas no estado todo”, afirmou.

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