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Expoacre 2019

Reeducandos fazem apresentação musical no último dia de Expoacre

Elenilson Oliveira
04.08.2019 21:45
Atualizado 04.08.2019 às 22:07

Com sucesso de público, a Expoacre 2019 já ficou para a história. Foram nove dias e nove noites de exposição de produtos agropecuários, movimentação de negócios e atrações musicais. Na última noite da 46ª edição, cinco reeducandos agitaram o estande do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), no Espaço Agroflorestal.

Os presos, que são da Unidade Penitenciária nº 03, tocaram, cantaram e encantaram o público presente ao som de muita música. Eles fazem parte do curso de violão oferecido na própria unidade prisional.

Para o reeducando Maurício dos Santos Diniz, essa é uma grande oportunidade, pois assim ele consegue momentos de descontração para enfrentar a vida no cárcere. “Isso sem contar a nossa ressocialização e a nossa adaptação, além do aprendizado. Eu nunca imaginei que iria estar me apresentando na Expoacre, estando preso no sistema penitenciário”, disse.

Músicos fazem parte do curso de violão oferecido na própria unidade prisional Foto: Marcos Vicentti

De acordo com a gerente de produção e trabalho do Iapen, Dalvanir Azevedo, o projeto de música foi pensando como forma de aproveitar os instrumentos que a própria unidade já tinha.

“O diretor da unidade resolveu montar uma aula de música, já que dentro do presídio tinham presos com esse tipo de habilidade. São presos que ficam dentro da unidade e fazem o curso diariamente, sendo que quem ministra as aulas também é um preso que já tem o domínio do violão e da música”, ressaltou.

Apoio da família

Juvenil Braga Guimarães contou com a presença da família e agradeceu pela oportunidade de participar do evento. “É importantíssimo o apoio dos nossos familiares que estão aqui presentes. É uma forma de sermos reintegrados à sociedade, principalmente pelo fato de estarmos em um dos eventos maiores do estado”, destacou.

O filho dele, Juvenil Braga Guimarães Junior, afirmou passar por um choque de emoções. “É algo que eu não queria que ele estivesse fazendo por conta do ambiente onde ele está. É um choque de sentimentos, estou feliz por ele estar aqui e poder ter esse contato e triste por ele não poder voltar pra casa com a gente”, finalizou.

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