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Meio Ambiente

Meio Ambiente apoia projeto sobre mapeamento de risco de inundações

Katiúscia Miranda
14.06.2019 11:27
Atualizado 14.06.2019 às 17:03

Engajar cidadãos na geração, coleta e uso de dados de inundações por meio de instrumentos, memórias, mapeamentos e outras formas de comunicação. Este é um dos objetivos do projeto Dados à prova d’água, lançado oficialmente nesta quinta-feira, 13, no Instituto Imaculada Conceição, Bairro Quinze. O secretário de Estado de Meio Ambiente, Israel Milani, elogiou a equipe pela escolha do Segundo Distrito para a realização da pesquisa.

Estudantes do Ensino Médio da Imaculada Conceição e da Escola José Ribamar Batista (Ejorb) participam da atividade que inclui oficinas de mapeamento digital, monitoramento de chuvas, observação do nível do rio e marcas d’água, memórias de inundações, percepção e mapeamento de riscos e construção de pluviômetros artesanais.

“Eu conheço bem a realidade do Segundo Distrito porque sou do bairro Quinze. Desde criança acompanho de perto o que os eventos extremos, no nosso caso as inundações, provocam na vida das pessoas. A comunidade necessita desse apoio, de informações que possam ajudar na superação desses problemas e principalmente se tornar agente participante do processo de prevenção e tomada de decisão”, disse o secretário Israel Milani.

Secretário Israel Milani fala sobre a importância do projeto. (Foto: Cleiton Lopes – Secom)

De acordo com a pesquisadora do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Liana Anderson, a pesquisa multidisciplinar trata da governança dos riscos de inundações. Ela diz que a abordagem desse tema envolve os aspectos sociais e culturais da coleta e do uso de dados tanto por pesquisadores e técnicos, quanto pelas pessoas das comunidades afetadas.

“Ao mapear e repensar como os dados sobre inundações e alagações são produzidos e como eles são comunicados, se pode provocar transformações que tornem as comunidades mais sustentáveis e resilientes”, argumentou.

O projeto tem duração prevista de dois anos (2019-2021) envolvendo governos, instituições, moradores e organizações sociais de duas áreas de estudo – M’Boi Mirim, distrito localizado no município de São Paulo/SP, e na região central de Rio Branco/AC.

A atividade continua nesta sexta, 14, com mais oficinas. O projeto conta com o apoio da Sema e terá o envolvimento de pesquisadores das instituições parceiras do Brasil, da Alemanha e do Reino Unido. A Secretaria de Estado de Educação (SEE) foi representada por Anne Ruella, da Diretoria de Inovação.

Estão participando da pesquisa o professor doutor João Porto de Albuquerque (coordenador do projeto Dados à Prova D’água), a professora doutora Nerea Calvillo e o pós-doutorando Vangelis Pitidis, da Universidade de Warwick (Reino Unido); a pós-doutoranda Carolin Klonner da Universidade de Heidelber (Alemanha); a doutora Rachel Trajber e a doutora Liana O. Anderson Do Cemaden; além da professora doutora Maria Alexandra Cunha e os pós-doutorandos Fernanda Lima Silva e Mário Martins da Fundação Getúlio Vargas (São Paulo).

As diretoras do Instituto Imaculada Conceição, Jorgete Correia Lima Migueis, e do Ejorb, Sirlene Pereira Luz, agradecem aos pesquisadores. “É um apoio para o nosso trabalho diário de lidar com os problemas que a inundação traz. Problemas que perpassam o momento crítico da alagação e permanece no cotidiano das famílias afetadas”, disse Sirlene, diretora do Ejorb.

Pesquisadores, equipe da Sema, SEE, Defesa Civil e das escolas participaram do lançamento Foto: Cedida

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