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Cultura

Vida em Cores: exposição retrata história e tradições amazônicas

Mágila Campos
16.05.2019 16:15
Atualizado 16.05.2019 às 21:40

O visitante nem precisa ter conhecimento aprofundando da história e da cultura do povo amazônida, que vive na fronteira do Brasil com o Peru e a Bolívia, para entender as obras da exposição Rivasplata: Vida em Cores, que está no Memorial dos Autonomistas, capital do Acre.

As pinturas, de óleo sobre tela, retratam a diversidade da  cultura e das tradições dos povos da floresta, e, foram criadas pelo premiado artista plástico Jorge Rivasplata. A coleção conta com 85 obras, e exaltam atos como a Revolução Acreana e as vivências dos povos indígenas.

O artista de nacionalidade peruana, conta que antes de conhecer a Amazônia pintava políticos e sociedades, e, após chegar  a região,  mudou sua linguagem artística. ” Quando vi o Acre rural, me apaixonei pela fauna e pela flora e comecei a pintar”, destacou Rivasplata durante a abertura da exposição.

As pinturas, de óleo sobre tela, retratam a cultura dos povos da floresta (Foto: Diego Gurgel/Secom)

A vernissage foi realizada na noite desta quarta-feira, 15. Além de amigos e familiares do pintor, participaram do evento ainda representantes da Associação dos Artistas Plásticos do Acre (AAPA) e da Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour (FEM), idealizador e apoiador da curadoria.

Durante a abertura da exposição a FEM, entregou uma homenagem ao pintor que se dedica há 33 anos a retratar a histórias dos amazônidas em seus trabalhos.

” O Rivas é um pintor que escolheu o Acre para ser a sua terra. E desde que chegou tem pintado, discutido os diferentes momentos da nossa sociedade, épocas passadas e também as atuais, por meio da sua arte. E o governador Gladson Cameli, apoia e reconhece a relevância desse maestro das artes plásticas para a nossa história”, destacou Generoso Silva, diretor da FEM.

O artista foi homenageado pelo governo pelo trabalho em prol da cultura acreana (Foto Diego Gurgel)

Ainda durante a vernissage a Associação dos Artistas Plásticos, presenteu Rivasplata com o título de presidente de Honra da instituição, já que ele foi um dos fundadores da instituição em 1988.

Glicério Gomes, presidente da AAPA relembrou que Rivasplata deu grandes contribuições para as artes plásticas do Acre. “Antes do Rivas eram raras as exposições. Então ele fez escola,  tem muitos discípulos, hoje tem muitos artistas que são profissionais graças aos ensinamentos dele “, destaca.

Pia vila

A trilha sonora da vernissage contou com a participação especial do cantor Pia Vila, um compositor amazônida com 40 anos de carreira.  Emocionado o músico contou que nunca havia cantando em uma exposição de Artes Plástica.

“ É a primeira vez na minha trajetória que faço uma apresentação aliando a música e as artes plástica. Estou muito honrado, principalmente, porque as obras dele são como a minha música, falam das belezas de se viver na floresta”, disse Vila.

A vernissage foi realizada na noite desta quarta-feira, 15 (Foto: Diego Gurgel)

A exposição

A Mostra fica aberta à visitação até o dia 12 de junho. Durante a visita, o público poderá apreciar as diversas fases do artista peruano, naturalizado brasileiro. Algumas das obras estão à venda. Para os interessados em visitar a exposição, o Memorial funciona das 8h às 18h, de segunda a sexta.

Óleo sobre tela

Entre as principais obras, destacam-se quadros que retratam momentos políticos da Revolução Acreana, período de conflito entre Bolívia e Brasil, pelo território do Acre. As obras confeccionadas em telas pintadas a óleo e emolduras, retratam a história do Acre, na visão do artista.

Além da Revolução Acreana há ainda obras exaltando os afazeres diários da população urbana e rural da região amazônica, com recortes especiais para a floresta e para os povos indígenas.

Rivasplata é um pintor com projeção internacional (Foto: Diego Gurgel)

O pintor da tríplice-fronteira

Rivasplata nasceu no Peru, mas se considera um pintor da tríplice- fronteira, (Brasil, Peru e Bolívia), já que também morou na Bolívia e há 33 anos vive no Acre. “Sou o único acreano que não nasci no Acre”, conta o artista em uma das suas últimas exposições.

O pintor que tem projeção internacional e ao longo da carreira, já realizou mais de 130 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior, revelou que está ” aposentando o pincel”.

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